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Decisão sobre alta de juros será tomada quando Fed "fechar a porta" na próxima reunião, diz Warsh

1 jul 2026 - 11h21
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Os membros do Comitê Federal de Mercado ‌Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve decidirão se vão aumentar as taxas de juros quando "fecharem a porta" e derem início à sua próxima reunião, afirmou nesta quarta-feira o chair da instituição, Kevin Warsh, durante um painel internacional.

Warsh afirmou ainda que os participantes do evento "não conseguiriam" quebrar sua regra contra orientações prospectivas.

"Entramos naquela ⁠sala e fechamos a porta; teremos um bom debate, mas não tenho muito ‌mais a dizer do que isso", afirmou o novo chair do Fed durante participação em um painel no fórum anual de política monetária do Banco Central ‌Europeu (BCE), em Sintra, Portugal.

"Não vou dar orientações prospectivas", continuou ‌Warsh, respondendo a uma pergunta complementar da âncora da CNBC, Sara Eisen.

"Sara ⁠está tentando me fazer quebrar essa regra. Ela vai fracassar", disse.

Esta é a primeira aparição de Warsh fora da reunião de política monetária do Fed, no mês passado. Ele discutiu sua abordagem como chair em um palco ao lado da presidente do BCE, Christine Lagarde, do presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e ‌do presidente do Banco do Canadá, Tiff Macklem.

Todos os formuladores de política monetária estão ‌lidando com inflação elevada e ⁠com as repercussões ⁠da guerra entre EUA e Irã, mas isso os levou a seguir rumos diferentes.

Os comentários de ⁠Warsh após a reunião de política monetária ‌de 16 e 17 de ‌junho levaram os investidores a aumentar as apostas de que o Fed vai elevar as taxas de juros em setembro, enquanto o BCE já anunciou um aumento. Os banqueiros centrais da Inglaterra e do Canadá têm se ⁠mostrado mais relutantes em endurecer a política monetária, dada a fraqueza econômica local.

Apesar da meta comum de inflação de 2%, os pares de Warsh têm adotado uma visão mais ampla sobre questões como as mudanças climáticas. Eles também têm interesse na batalha pela independência do Fed.

Os outros ‌banqueiros centrais foram signatários de uma carta sem precedentes no início deste ano em apoio ao ex-chair do Fed Jerome Powell em sua batalha contra o ⁠governo Trump pela independência do Federal Reserve. A questão passou por um marco importante nesta semana, quando a Suprema Corte dos EUA decidiu que a diretora do Fed Lisa Cook poderia manter seu cargo, apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado sua demissão no ano passado.

Powell tem sido elogiado por seus pares como um baluarte dessa luta, considerada importante para manter o Fed como um pilar da estabilidade financeira global. Warsh, até o momento, tem se mostrado relutante em se pronunciar diretamente sobre questões como a tentativa de demissão de Cook ou a pressão jurídica exercida contra Powell.

Trump escolheu Warsh para suceder Powell, que continua sendo membro do Conselho de Diretores do Fed. O novo chair assumiu o cargo no fim de maio.

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