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Secretário do Tesouro dos EUA vai se reunir com autoridade chinesa antes de cúpula entre Trump e Xi

12 mar 2026 - 15h23
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O secretário do Tesouro dos ‌EUA, Scott Bessent, se reunirá na França com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, de 15 a 16 de março, informou o Departamento do Tesouro nesta quinta-feira, enquanto os dois lados se preparam para o encontro em Pequim do presidente norte-americano, Donald Trump, ⁠com o presidente chinês, Xi Jinping, no final de março.

"Neste fim ‌de semana, voltarei a me encontrar com o vice-primeiro-ministro He Lifeng para dar continuidade ao diálogo comercial e econômico ‌entre os EUA e a China em ‌Paris, França", disse Bessent em uma publicação no X.

O ⁠representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, também participará das reuniões, informou um funcionário de seu gabinete. A embaixada chinesa em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Departamento do Tesouro não forneceu detalhes sobre os objetivos do governo Trump para ‌as reuniões em Paris -- as mais recentes de uma série de ‌diálogos em cidades ⁠europeias nos últimos ⁠meses entre Bessent, Greer, He e o negociador comercial chinês Li Chenggang.

Os ⁠quatro negociaram no ano passado ‌uma trégua comercial entre ‌EUA e China, depois que Trump impôs novas e abrangentes tarifas sobre as importações chinesas. A medida de Trump provocou retaliações por parte de Pequim e a imposição de ⁠controles draconianos de exportação sobre minerais de terras raras e ímãs produzidos na China, que ameaçaram paralisar as indústrias de alta tecnologia dos EUA.

A trégua reduziu a nova tarifa emergencial de Trump para cerca de ‌20% sobre produtos chineses e restabeleceu parcialmente o fornecimento de terras raras. Ela foi prorrogada até novembro, após o encontro entre ⁠os líderes no ano passado na Coreia do Sul, mas a Suprema Corte dos EUA já considerou as tarifas emergenciais de Trump ilegais.

A reunião poderá trazer alguma clareza sobre o caminho a ser seguido em relação às tarifas, visto que os EUA reimplantaram uma nova cobrança de 10% sobre as importações globais, em conformidade com uma lei destinada a resolver problemas na balança de pagamentos.

Bessent afirmou em comunicado que, devido ao respeito mútuo entre Trump e Xi, "o diálogo comercial e econômico entre os Estados Unidos e a China está avançando".

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