Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Rui Costa reconhece possibilidade de volta de estatal no setor de distribuição de combustíveis

Até 2029, Petrobras não pode, por contrato, concorrer com a Vibra (ex-BR Distribuidora); ministro menciona possibilidade de novo entrante, mas diz que discussões são preliminares

12 mar 2026 - 15h36
Compartilhar
Exibir comentários

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu nesta quinta-feira, 12, a possibilidade de retorno da atuação estatal no setor de distribuição de combustíveis. Embora as discussões sejam preliminares, ele defendeu que o aumento da competição neste segmento é positivo e as alternativas ao modelo antigo podem ser avaliadas.

O governo Lula tem criticado a posição do governo de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras, que atuava na distribuição de combustível. Após a privatização, a empresa foi renomeada como Vibra Energia. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, falou em "crime de lesa-Pátria" ao falar sobre o tema.

Brasília (DF), 18/02/2025 - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante a primeira reunião extraordinária de 2025 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia.
Brasília (DF), 18/02/2025 - O ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante a primeira reunião extraordinária de 2025 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Até 2029 a Petrobras não pode, por contrato, concorrer com a Vibra (ex-BR Distribuidora). Embora ocorram críticas à privatização, o governo tem reiterado o respeito à cláusula contratual.

Rui Costa mencionou ainda a possibilidade de novo entrante, além da Petrobras. "Podemos pensar em outros modelos, mas isso tudo ainda será discutido. Nada que possa ser anunciado ou esteja público até agora. Mas é evidente que é preciso e eu vou insistir nisso: a Petrobras nunca teve na distribuição, ao varejo, o domínio absoluto", avaliou, ao defender aumento da competitividade.

Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um pacote de medidas para controlar o preço do óleo diesel no País. A principal delas é um decreto que zera as alíquotas de impostos federais na importação e comercialização do diesel.

Ministros se reúnem com setor de distribuição às 17h

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e os ministros da Casa Civil, Rui Costa; da Justiça, Wellington César; e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além do secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, se reunirão na tarde desta quinta-feira, 12, com representantes das maiores distribuidoras privadas de combustíveis - responsáveis por cerca de 70% do mercado privado no Brasil.

A reunião ocorrerá às 17h na sede do MME. Também foram convidados representantes da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça.

Nesta semana, o órgão solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise os recentes aumentos nos preços dos combustíveis em quatro Estados (Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.

Representantes dos sindicatos estaduais informaram que as distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, em razão do conflito no Oriente Médio.

Estadão
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra