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Secretário de Energia dos EUA diz que exportações de petróleo por Ormuz e Golfo "continuarão crescendo"

9 jun 2026 - 11h32
(atualizado às 13h29)
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O secretário de Energia dos EUA, ‌Chris Wright, afirmou na terça-feira que o tráfego marítimo no Golfo e as exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz estão aumentando, mesmo com Washington e Teerã em dificuldades para chegar a um acordo que ponha fim à guerra que já dura ⁠mais de três meses.

"Eu diria que estão aumentando de forma muito ‌significativa", disse Wright ao ser questionado sobre o fluxo de navios pelo estreito em comparação com uma ou duas semanas ‌atrás. Ele afirmou que as exportações de ‌petróleo pelo estreito e pelo Golfo cresceram e "continuarão crescendo".

Wright ⁠fez essas declarações durante uma conferência do Atlantic Council e acrescentou que levará muitos meses para que os fluxos de energia e materiais críticos, como enxofre, hélio e lubrificantes, retornem à normalidade após a conquista de uma paz duradoura.

A circulação de embarcações no ‌estreito está praticamente bloqueada desde os ataques dos EUA e de ‌Israel contra o Irã ⁠no final de ⁠fevereiro que afetaram cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e ⁠gás natural liquefeito. No entanto, ‌algumas embarcações começaram a ‌transitar pelo estreito que faz fronteira com o Irã, frequentemente com os transponders desligados e na escuridão.

Interrupções no fluxo normal de petróleo e gás desencadearam uma alta nos preços da ⁠energia, afetando economias em todo o mundo e criando uma vulnerabilidade política para o presidente dos EUA, Donald Trump, e seu Partido Republicano, às vésperas das eleições de meio de mandato em novembro.

Washington tem pressionado por um ‌acordo de paz com Teerã que inclua a reabertura completa do estreito.

Os preços globais do petróleo Brent caíram mais de 3% ⁠na terça-feira, para US$91,34 o barril, depois que Irã e Israel suspenderam os ataques mútuos, após um apelo de Trump, embora ambos os lados tenham alertado que poderiam retomar as hostilidades.

Wright afirmou que o preço do petróleo não subiu mais durante a guerra, em parte porque os estoques globais, especialmente na China, estavam "maiores do que pensávamos". Ele disse que as importações de petróleo da China caíram cerca de 4 milhões de barris por dia em maio, à medida que o país reduzia seus estoques, mas ressaltou que essa mudança não representa uma destruição da demanda impulsionada pelos preços.

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