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Schmid, do Fed, alerta contra considerar o choque do petróleo como transitório

29 mai 2026 - 08h54
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O ‌presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid, disse nesta sexta-feira que os níveis de inflação já elevados dificultam a suposição de que o atual choque energético terá apenas um impacto temporário sobre os preços e pode ⁠ser ignorado pelo banco central.

"Minha principal preocupação é a ‌inflação, que está muito alta e tem estado acima da meta por muito tempo", disse Schmid em um ‌discurso proferido em uma conferência na ‌Islândia.

"Dou pouco peso à suposição de que o ⁠aumento mais recente dos preços seja transitório dentro de um horizonte de tempo aceitável" e, "dessa forma, meu foco permanece na inflação para definir o rumo correto da política monetária."

Ele acrescentou: "Agora não é o momento de baixar a guarda", ‌dado que a inflação está há muito tempo acima da ‌meta de 2% ⁠do banco central.

Em ⁠comentários após suas falas formais, Schmid disse que, embora o banco ⁠central ainda tenha tempo ‌para considerar o que ‌está por vir para a política monetária, talvez seja necessário considerar como ela pode se tornar mais restritiva, sugerindo que isso poderia ir além da política de ⁠taxas de juros e incluir a forma como o Fed utiliza seu balanço patrimonial.

"Não estamos muito restritivos neste momento e acho que há um diálogo de que precisamos começar a considerar ‌quais ferramentas temos para realmente torná-la um pouco mais restritiva", dependendo de como o choque do petróleo se desenrolar ⁠em um ambiente de inflação já alta.

"Talvez voltemos a considerar o balanço patrimonial como outra ferramenta para... criar alguma restrição", disse Schmid, indicando que algum tipo de nova redução na carteira do Fed poderia criar os obstáculos necessários ao crescimento.

A expectativa geral é de que o Fed mantenha sua taxa de juros inalterada entre 3,5% e 3,75% na próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), no mês que vem, enquanto os participantes do mercado deixaram de esperar cortes nos juros ainda este ano e passaram a ver um possível aumento.

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