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Sanção a brasileiros é a 1ª medida tomada pelo governo Trump após declarar PCC e CV como terroristas

Decisão assinada no início do mês autoriza, sem aviso prévio, o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA

1 jul 2026 - 17h01
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As sanções aplicadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 1º, é a primeira medida do país após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.

A decisão sobre a classificação das facções foi assinada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio no início do mês. Ele havia anunciado a classificação no dia 28 de maio.

Na decisão publicada no Diário Oficial, Rubio escreve que PCC e CV "são estrangeiros que cometeram ou tentaram cometer, representam um risco significativo de cometer, ou participaram de treinamento para cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional, a política externa ou a economia dos Estados Unidos".

O secretário autoriza, sem aviso prévio, o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA. O documento afirma que a designação foi adotada em concordância com a Procuradoria-Geral e o Secretaria do Tesouro dos EUA.

O Departamento do Tesouro sancionou nesta quarta-feira dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com o PCC. Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), o grupo explorava o sistema financeiro dos EUA para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas.

Entre os sancionados está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo Tesouro como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. De acordo com o comunicado, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades americanas, utilizando criptomoedas para transferir os valores ao Brasil.

Também foi sancionada Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada. A reportagem tenta contato com a defesa dos alvos da sanção.

As medidas também atingem as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal.

Com a decisão, todos os bens e interesses dos alvos sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados, e cidadãos e empresas americanas ficam proibidos de realizar transações com eles.

Estadão
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