Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Saiba qual o financiamento mais barato: leasing, consórcio ou CDC

25 jul 2010 - 07h00
Compartilhar

Felipe Tau

Direto de São Paulo

Quando se vê a propaganda de um automóvel, é comum que o valor a ser pago por ele apareça na forma de parcelas. Na maioria dos casos, elas se referem a uma modalidade de crédito chamada CDC, ou Crédito Direto ao Consumidor, a mais usada atualmente para a aquisição de bens duráveis, como carros e motocicletas. De acordo com dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), referentes ao 1º trimestre deste ano, 40% dos veículos foram comprados no período por CDC, 16% por leasing e 6% por meio de consórcio. O restante, 38%, corresponde às vendas à vista.

De acordo com o economista e vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, são poucas as pessoas que conhecem as diferentes formas de financiamento ao entrar em uma concessionária. Além de variarem na taxa de juros cobrada para financiar o bem, elas são diferentes em relação aos riscos para o consumidor e facilidades para adquirir o veículo no momento desejado.

Para entender na prática como funcionam os sistemas de financiamento e quais seus prós e contras, o Terra usou como exemplo dois carros de diferentes faixas de preço e de dferentes montadoras: um Gol 1.0 2010/2011, da Volkswagen, e um Punto Attractive 1.4 Flex 2010/2011, da Fiat. As taxas mostradas são as menores oferecidas pelas concessionárias consultadas.

CDC

O CDC, segundo Oliveira, tem como principais vantagens a disponibilidade imediata do bem e a possibilidade de transferência das parcelas restantes para um terceiro no meio do contrato, já que o veículo é de propriedade do mutuário, embora alienado (usado como garantia contra a inadimplência).

Conforme a loja pesquisada, um Gol comprado em 60 vezes nessa categoria de crédito teria juros mensais de 1,37% sobre o valor inicial de R$ 28.550. O resultado seriam parcelas de R$ 795,06 e um valor final de R$ 47.784.

No mesmo prazo, o Punto teria juros de 1,33% ao mês e parcelas de R$ 1.019, somando ao final do quinto ano um valor de R$ 61.140, ante os R$ 39.290 cobrados à vista.

Leasing

Por meio do leasing, os juros verificados nas mesmas 60 parcelas passam a ser ligeiramente menores. No caso do Gol, a taxa vai para 1,35% ao mês, com prestações de R$ 777,72 e um valor final de R$ 46.664 (R$ 1.024 a menos que no CDC).

O Punto teria juros de 1,34%, com parcelas de R$ 1.004 e montante final de R$ 60.240 (R$ 901 inferior ao CDC).

Nessas condições, segundo o executivo da Anefac, o melhor seria optar pelo crédito direto. Isso porque a diferença de valor, causada pela isenção de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) e pela a maior facilidade de confisco do bem, não compensam as desvantagens do leasing.

Como é um arrendamento mercantil, segundo definição do Banco Central, o veículo fica em nome da instituição credora até ser quitado, pelo tempo mínimo de 24 meses. Assim, não pode transferido pelo comprador, caso este tenha dificuldade em pagar as parcelas ou queira simplesmente desfazer-se dele.

Enquanto o prazo para retomada por inadimplência no caso do CDC é de seis meses em média, no caso do leasing ele cai para até 30 dias, sendo comum o confisco em 90 dias. Na opinião de Oliveira, "para valer a pena, as taxas do leasing devem ser no mínimo 10% inferiores às do CDC".

Consórcio

Outra forma de se comprar um automóvel a prazo é por meio do consórcio. Trata-se de um grupo fechado de pessoas físicas ou jurídicas, cuja finalidade é formar poupança comum destinada a aquisição de bens móveis, imóveis e serviços, por meio de autofinanciamento.

Na compra de um automóvel, escolhe-se o modelo e o número de vezes em que se planeja pagar, o que determina o valor da carta de crédito e das parcelas. O acesso à carta de crédito se dá pela chamada contemplação, que ocorre por meio de sorteios (com periodicidade definida por cada regulamento) e lances, de escolha dos participantes.

Uma das principais vantagens dessa modalidade é o custo menor em relação às demais, já que o sistema de cobraça é diferente. Não se paga juros, mas um percentual sobre o valor da carta que inclui taxa de administração e encargos do fundo comum (necessário para a formação do grupo) e do fundo de reserva (destinado a garantir o funcionamento do grupo). As prestações podem embutir também o seguro do bem, o que varia caso a caso.

Para adquirir o Gol por meio de consórcio em 60 meses, a carta de crédito tabelada obtida no Banco Volkswagen é de R$ 30.880. As parcelas seriam de R$ 621, somando no final do contrato um total de R$ 37.260. O valor é 22% menor que o do CDC e 20,15% inferior ao leasing.

No caso do Punto, uma carta de crédito de R$ 38.970 em 60 meses teria prestação de R$ 782, somando R$ 46.920. O montante é 23,26% menor que o CDC e 22,11% inferior ao leasing.

"O consórcio é recomendado para quem não precisa utilizar o bem imediatamente. A pessoa pode dar sorte e ser contemplada em um prazo curto, mas corre o risco de receber a carta somente no último mês do contrato", afirma Miguel de Oliveira. Ter um bom valor para dar de lance seria uma forma de reduzir esse problemas, ressalva o economista.

Assim como o CDC, o consórcio também dá mais alternativas aos inadimplentes. Quem não consegue pagar as prestações pode vender as cotas a terceiros ou negociar a troca da carta por uma de valor menor, reduzindo o custo das prestações.

Para não ser interrompido por desistências dos participantes do grupo, o sistema conta com algumas iniciativas como o pagamento da taxa de reserva, a permissão de revenda das cotas e, em caso de grande número de cancelamentos, o remanejamento dos cotistas restantes para outros grupos dentro da própria instituição organizadora.

» Confira mais notícias sobre Economia

» Siga o Terra no Twitter

Fonte: Invertia Invertia
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra