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Petrobras não pode se furtar de seguir preços de mercado, diz conselheiro da estatal

Recém-eleito para o Conselho de Administração, Marcelo Gasparino deve se juntar ao time dos conselheiros que defendem o reajuste dos combustíveis de acordo com a volatilidade do mercado internacional

19 abr 2026 - 11h41
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RIO - Recém-eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, o advogado Marcelo Gasparino deve se juntar ao time dos conselheiros que defendem o reajuste dos combustíveis de acordo com a volatilidade do mercado internacional. Em uma rede social, Gasparino comentou uma entrevista concedida à CNN, onde afirmou que a eleição de Guilherme Mello para a presidência do Conselho pode ajudar a resolver o impasse.

"Em 2022, que foi um ano complexo, o Conselho definiu que ela (Petrobras) tem de perseguir também rentabilidade e sustentabilidade, ela não pode se privar de praticar preços de mercado. Esse é o grande teste que o novo presidente do Conselho vai ter de saber administrar. É muito bom que ele venha do Ministério da Fazenda", disse Gasparino no Linkedin.

Guilherme Mello é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e foi eleito na Assembleia Geral Ordinária na última quinta-feira, 16, para a presidência do Conselho da estatal. Já Gasparino volta ao conselho da Petrobras após renunciar há um ano, para tentar uma vaga no Conselho de Administração da Eletrobras (atual Axia), sem sucesso.

Em 2022, com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o petróleo chegou a tocar os US$ 140 o barril e provocou a queda de dois presidentes da estatal por conta dos reajustes de preços - o general Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho -, diante de um mercado volátil e ao mesmo tempo da chegada da eleição presidencial.

Com a eleição de Gasparino, as reuniões do órgão ganham um reforço para tentar equiparar os preços de venda dos derivados da companhia aos internacionais
Com a eleição de Gasparino, as reuniões do órgão ganham um reforço para tentar equiparar os preços de venda dos derivados da companhia aos internacionais
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

Este ano, uma alta no GLP em um leilão promovido pela estatal e criticado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou a queda do diretor de Logística e Comercialização, Claudio Schlosser.

Apesar da disparada de preços do petróleo, a Petrobras elevou o diesel em 11,6% em meados de março, abaixo da alta no mercado internacional, e não alterou o preço da gasolina. A defasagem do preço do diesel nas refinarias da estatal, combustível mais afetado, porque depende de importação, já alcançou patamares acima de 80% e atualmente está 50%.

Divisão

Existe uma divisão dentro do Conselho entre os acionistas minoritários, que defendem o reajuste como ocorre nos Estados Unidos, com repasses imediatos de preços para a bomba dos postos, e os indicados pela União, que seguem o compromisso de evitar contagiar o mercado interno com a volatilidade externa.

Com a eleição de Gasparino, as reuniões do órgão ganham um reforço para tentar equiparar os preços de venda dos derivados da companhia aos internacionais, que desde 2023 abandonou o reajuste pela paridade de importação (PPI).

Para Gasparino, o fato de Guilherme Mello ser do Ministério da Fazenda ajuda nesse contexto "porque ele tem a plena consciência da importância da Petrobras para o mercado nacional e para mercado internacional, mas também, para as contas do governo". Segundo ele, como maior pagadora de dividendos ao governo, a Petrobras poderia contribuir mais com as contas do governo para investimentos em prol da sociedade.

Estadão
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