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Riscos da China e EUA fazem com que setor de chips da UE enfrente "futuro sombrio", diz relatório

2 jul 2026 - 08h05
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Os controles de exportação da ‌China, a dependência dos EUA em termos de tecnologia e a fragilidade estrutural da indústria europeia de semicondutores indicam que ela enfrenta um "futuro sombrio", segundo um relatório financiado pela UE divulgado nesta quinta-feira.

O relatório independente elaborado pelo Instituto de Estudos de ⁠Segurança da União Europeia e pelo think tank francês Institut Montaigne ‌concluiu que os controles de exportação chineses sobre minerais e ímãs essenciais, bem como o risco de uma guerra ‌no Estreito de Taiwan, representam grandes ameaças ‌ao abastecimento.

Outra fonte de vulnerabilidade decorre da dependência da ⁠UE em relação aos EUA no que diz respeito à tecnologia, incluindo softwares de projeto, e da possibilidade de os EUA bloquearem as exportações para a China por parte da ASML, fornecedora de equipamentos para a fabricação de chips e a ‌empresa de maior valor de mercado da Europa.

O Congresso dos EUA ‌está debatendo um ⁠projeto de lei ⁠que daria a Washington o poder de impor unilateralmente controles de exportação ⁠a nações aliadas e ‌suas empresas.

"Embora Pequim ainda pareça ‌ser a maior ameaça, a dependência de Washington parece ter se tornado uma preocupação muito maior sob o segundo governo Trump", disse à Reuters o coautor Joris Teer, ⁠analista de políticas do Instituto de Estudos de Segurança.

A Comissão Europeia busca fortalecer a indústria do bloco e, em junho, propôs uma "Lei dos Chips 2.0", que os parlamentares da UE devem agora discutir.

A proposta inclui ‌incentivos para aumentar a demanda por chips fabricados no mercado interno e também aderir à "Pax Silica" de Washington, uma iniciativa ⁠de países aliados que cooperam para garantir as cadeias de abastecimento.

Além de cooperar com aliados para fazer frente à China, Teer afirmou que o "único caminho viável" para a Europa é aproveitar seus pontos fortes existentes, como os equipamentos para fabricação de chips produzidos pela ASML, a fim de aumentar sua influência.

O relatório, que se baseou em fontes do setor, políticas e acadêmicas, também constatou que fatores como os preços elevados e persistentes da energia na Europa, a falta de capital privado e o declínio das indústrias que utilizam chips têm prejudicado a competitividade do setor.

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