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Em Sintra, autoridades de bancos centrais do mundo encontram um aliado no novo chair do Fed

2 jul 2026 - 07h59
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Autoridades de bancos centrais de todo o mundo acreditam ter encontrado um novo aliado no chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, o que representa um raro ponto de convergência em uma relação que, de resto, é difícil com os Estados Unidos.

Durante ⁠os três dias do encontro anual do Banco Central Europeu ‌em Sintra, Portugal, o novo chair do Fed realizou uma série de reuniões privadas com seus pares da Europa e ‌de outras regiões, incluindo um longo ‌almoço com a presidente do BCE, Christine Lagarde.

As conversas ⁠permaneceram em grande parte em nível geral, mal abordando questões como tendências de inflação, riscos do sistema bancário paralelo ou coordenação de políticas internacionais, disseram à Reuters fontes familiarizadas com as discussões.

Mas as autoridades interpretaram o envolvimento de Warsh como um sinal ‌de que o Fed continuará engajado no cenário global, aliviando temores ‌de um afastamento ⁠dos fóruns internacionais ⁠que sustentam a cooperação entre bancos centrais.

Essa garantia foi significativa. Alguns banqueiros ⁠centrais haviam manifestado, em particular, ‌a preocupação de que ‌um Fed liderado por um nomeado por Trump pudesse se mostrar mais suscetível à pressão da Casa Branca sobre a taxa de juros ou menos comprometido com a coordenação ⁠internacional que há muito tempo é um pilar da política monetária global.

O Federal Reserve continua sendo o principal provedor de liquidez em dólares em momentos de tensão financeira e, para alguns países, o guardião de ‌uma parcela substancial de suas reservas de ouro.

É também a voz mais influente nos debates globais sobre política monetária e regulamentação ⁠financeira.

Nesse contexto, as autoridades chegaram a Sintra ansiosos para avaliar se as estreitas relações de trabalho que muitos mantinham com o ex-chair do Fed Jerome Powell sobreviveriam à transição.

Vários banqueiros centrais que conhecem Warsh desde sua passagem como diretor do Fed entre 2006 e 2011, ou por meio de sua participação posterior no órgão consultivo Grupo dos Trinta, afirmaram reconhecer o mesmo com quem lidaram durante anos.

Outros alertaram que ainda é muito cedo para avaliar seu desempenho, já que ele terá de lidar com as exigências conflitantes de preservar sua credibilidade e administrar a pressão da Casa Branca.

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