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Governo aumenta déficit fiscal de 2017 e 2018 para R$159 bi

15 ago 2017
21h33
atualizado em 16/8/2017 às 12h44
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O governo anunciou nesta terça-feira a revisão da meta fiscal para este ano e o próximo para um déficit de 159 bilhões de reais, ante 139 bilhões de reais e 129 bilhões de reais, respectivamente, alegando queda nas receitas. [nL2N1L1291]

Meirelles durante entrevista em Brasília
 15/8/2017   REUTERS/Adriano Machado
Meirelles durante entrevista em Brasília 15/8/2017 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Veja abaixo comentários de especialistas sobre a decisão do governo:

ZEINA LATIF, ECONOMISTA-CHEFE, XP INVESTIMENTOS

"A mudança para este ano já estava bastante sinalizada. Para a meta do ano que vem, acho que se esperava um número menor do que o deste ano. É um quadro muito difícil. Se tiver que criticar esse quadro todo, critico o aumento do funcionalismo. Não que isso evitaria a mudança da meta, mas tornaria o quadro menos difícil. Ainda não é o caso das agências (de classificação de risco) revisarem a nota do Brasil. Existe a possibilidade de reforma da Previdência e não estamos falando de um governo gastador."

JOSÉ FRANCISCO GONÇALVES, ECONOMISTA-CHEFE, BANCO FATOR:

"O governo está conseguindo vender a revisão da meta não como uma derrota, mas como um sinal de capacidade negocial com o argumento de continuar tentando melhorar as contas públicas. A mudança da meta fiscal tira uma incerteza da frente."

EDUARDO VELHO, ECONOMISTA-CHEFE, INVX GLOBAL PARTNERS

"Qualquer mudança para cima da meta fiscal é ruim, mas o governo está mostrando que não está descuidando do fiscal ao não aumentar gastos. E está conseguindo sinalizar o esforço que está fazendo, e isso é positivo. Foi importante a meta de 2018 não ter sido superior à de 2017, mas é mais importante que ela seja consistente, factível."

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