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Renner avança em metas e deve fechar ano com 75% de consumo de energia vindo de fontes sustentáveis

Durante a Conferência Brasil Verde, realizada pelo Estadão, o gerente-geral de sustentabilidade da varejista, Eduardo Ferlauto, disse que a companhia está perto de alcançar os compromissos assumidos em 2018

26 ago 2021 - 15h50
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A Renner encerra neste ano o primeiro ciclo de compromissos sustentáveis definidos em 2018. Em, pelo menos um deles, que é o de redução das emissões dos gases de efeito estufa, a companhia já bateu a meta no ano passado. A previsão inicial era diminuir em 20% as emissões até 2021. Mas em 2020 essa redução já havia alcançado 36,75%, diz o gerente-geral de sustentabilidade da Renner, Eduardo Ferlauto.

Segundo ele, que participou do Conferência Brasil Verde 2021, realizada pelo Estadão, nesta quinta-feira, 26, nos demais quatro compromissos firmados há três anos, a empresa está bem próxima de alcanças as metas estabelecidas. É o caso da certificação socioambiental de toda a cadeia nacional e internacional de fornecedores. No ano passado, essa meta já havia chegado a 96,5%.

A empresa também estabeleceu que ao final deste ano 80% dos produtos comercializados serão menos impactantes do ponto de vista ambiental, sendo 100% do algodão certificado. Esses porcentuais estavam em 56,8% e 79%, em 2020, respectivamente. Por fim, a previsão da empresa é ter 75% do consumo corporativo de energia vindo de fontes renováveis. Com projetos e parcerias firmadas ao longo dos últimos anos, seja na área de biomassa, solar e eólica, a varejista conseguiu alcançar 65% no ano passado.

Eduardo Ferlauto, da Renner, conversou com Maurício Oliveira sobre as metas ambientais da varejista.
Eduardo Ferlauto, da Renner, conversou com Maurício Oliveira sobre as metas ambientais da varejista.
Foto: Reprodução/Youtube / Estadão

Outra iniciativa criada pela empresa em 2018 foi o selo Re-Moda Sustentável, voltado ao processo de produção e matéria prima. Além do algodão, a empresa colocou a viscose como produto que precisa ter certificação socioambiental. "Quando se fala de moda responsável toda estruturação da nossa jornada foi baseada na definição do planejamento estratégico da companhia. Ali a gente estabeleceu o que era moda responsável e criamos o conceito Re-Moda responsável", diz Ferlauto.

De acordo com ele, isso permeia todos os cuidados que a empresa tem com os colaboradores, o processo de produção, o meio ambiente, os parceiros e todo o contexto de interesse da sociedade. O executivo conta que, no processo de produção, a Renner também tem usado sobras de tecidos e produtos de origem da logística reversa para a fabricação de novas peças, como um tênis que será lançado em breve.

Além disso, a empresa tem investido na redução do consumo de água. Na calça jeans, por exemplo, o benchmark tem sido abaixo de 33 litros por peça. Mas já se consegue usar 15 litros. "Os processos evoluíram bastante nos últimos tempos, graças ao avanço da inovação."

Estadão
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