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Reag critica decisão do Banco Central de liquidar a gestora após fundador ser alvo da PF

Gestora divulgou um comunicado e repudiou alegações que associam a companhia e a atuação de seus executivos a práticas irregulares

15 jan 2026 - 10h21
(atualizado às 10h43)
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Resumo
A Reag criticou a decisão do Banco Central de liquidar a gestora após investigações da PF sobre suspeitas de fraudes financeiras, repudiou alegações de práticas irregulares e afirmou colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.
Sede do Banco Central em Brasilia
Sede do Banco Central em Brasilia
Foto: Estadão

A Reag divulgou um comunicado nesta quinta-feira, 15, criticando a decisão do Banco Central (BC) de liquidar a gestora e repudiou alegações que associam a companhia e a atuação de seus executivos a práticas irregulares e organizações criminosas.

A gestora afirma que "está colaborando de forma ampla e proativa com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos necessários ao esclarecimento dos fatos, convicta de que sua isenção e integridade serão plenamente reconhecidas".

Nesta quinta-feira, o BC decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, nova denominação da Reag. A medida ocorre um dia após o fundador da gestora, o empresário João Carlos Mansur, ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas envolvendo o Banco Master.

Segundo o BC, a liquidação foi motivada por "graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes" do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O BC ainda informou que continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. "O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis", disse.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis, nos termos da lei. 

Na quarta-feira, 14, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Mansur foi alvo de buscas, mas não estava no Brasil. A PF investiga se fundos da gestora foram usados em fraudes.

Veja a nota da Reag na íntegra

A REAG Capital Holding S.A. vem a público repudiar alegações publicadas na imprensa que buscam indevidamente associar a companhia e a atuação de seus executivos a práticas irregulares e organizações criminosas, sem apresentar quaisquer provas de envolvimento em atos ilícitos.

A companhia reafirma que:

* atua de forma ética, transparente e em conformidade com a legislação e a regulação aplicáveis ao sistema financeiro e de capitais, sob a supervisão permanente de órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central;

* as estruturas societárias, fundos de investimento e participações sob sua gestão ou administração obedecem integralmente às normas de compliance, governança corporativa, prevenção à lavagem de dinheiro (Resolução nº 50/2021 do Coaf) e conheça seu cliente (Know Your Customer – KYC);

* é incorreto e descabido afirmar que tenha figurado como sócia em operações ou estruturas dos fundos sob sua administração, pois, conforme a Lei nº 8.668/1993, os bens e direitos integrantes dos fundos não se confundem com o patrimônio da administradora, não integram seu ativo e não respondem, direta ou indiretamente, por obrigações da instituição;

* está colaborando de forma ampla e proativa com as autoridades competentes, fornecendo todas as informações e documentos necessários ao esclarecimento dos fatos, convicta de que sua isenção e integridade serão plenamente reconhecidas.

São Paulo, 15 de outubro de 2025

REAG Capital Holding S.A.

Fonte: Portal Terra
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