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Raízen apresenta versão do plano de recuperação extrajudicial; assembleias ocorrem nesta quarta

Proposta prevê aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell e um potencial aporte adicional de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos

3 jun 2026 - 08h28
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A Raízen divulgou nesta quarta-feira, 3, uma versão do Plano de Recuperação Extrajudicial que será levado para votação em assembleia de titulares de debêntures emitidas pela companhia e pela Raízen Energia, além de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) lastreados em direitos creditórios devidos pela Raízen Energia e sujeitos à recuperação extrajudicial.

Entre os pontos apresentados no documento, a proposta prevê aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell a R$ 0,25 por ação no closing (após o cumprimento de todas as condições precedentes) e um potencial aporte adicional de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos.

Entre os pontos descritos, a proposta prevê, na opção de pagamento A, a conversão de 45% da dívida total reestruturada em ações, ao preço de R$ 0,25 por ação, com entrega de units (1 ON + 1 PN) aos credores. A opção A também inclui a conversão de 55% da dívida total reestruturada em novos instrumentos de dívida, alocados entre Raízen Combustíveis e Raízen Energia de acordo com os porcentuais de 37,4% e 17,6%, respectivamente.

Plano da Raízen também descreve pontos de governança durante e após a transação
Plano da Raízen também descreve pontos de governança durante e após a transação
Foto: Raízen/Divulgação / Estadão

O documento informa que credores poderão optar por receber a dívida reestruturada na mesma moeda de seus créditos existentes: em reais, dólares e, potencialmente, em euros.

O documento traz ainda as opções de pagamento B e C. Na opção B, o emissor seria a Raízen Energia, com deságio de 80% do valor do crédito sujeito à reestruturação e pagamento em parcela única, com vencimento em 31 de março de 2047. Já na opção C, o texto prevê pagamento em caixa equivalente ao menor valor entre 75% dos respectivos créditos ou R$ 9.750,00, sujeito a um limite agregado de R$ 150 milhões.

Governança

O material também descreve pontos de governança durante e após a transação. A previsão é de que a atual gestão permaneça à frente da companhia, com supervisão dos credores entre a assinatura e o fechamento, incluindo a previsão de um Chief Restructuring Officer (CRO) — indicado como o atual CFO, Lorival Luz — e a criação de um comitê de credores com cinco membros.

Após o fechamento, o conselho de administração seria composto por sete membros, com quatro nomeados pelos credores apoiadores e três pelo acionista contribuinte, além de regras específicas relacionadas à presença da Shell enquanto o contrato de licença de marca estiver em vigor.

Outros Termos

No bloco de "outros termos", o documento menciona a busca de uma transação tributária para passivos tributários federais e, se considerado viável, também para passivos estaduais e municipais, além de condições precedentes para o fechamento, como acordo sobre obrigações de reembolso dos acionistas e sobre planos de desinvestimento e segregação dos negócios. O texto cita ainda marcos tentativos, incluindo fechamento até 31 de março de 2027 e segregação dos negócios até 31 de dezembro de 2027.

Estadão
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