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Quem é Adolfo Sachsida, o novo ministro de Minas e Energia

Nomeado para o ministério nesta quarta, economista participou da montagem do programa de governo durante a campanha de Bolsonaro à presidência

11 mai 2022 09h59
| atualizado às 11h12
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O novo ministro de Minas e Energia, o economista Adolfo Sachsida, é um aliado fiel do ministro da Economia, Paulo Guedes
O novo ministro de Minas e Energia, o economista Adolfo Sachsida, é um aliado fiel do ministro da Economia, Paulo Guedes
Foto: Dida Sampaio/Estadão

O novo ministro de Minas e Energia, o economista Adolfo Sachsida, é um aliado fiel do ministro da Economia, Paulo Guedes. Participou da montagem do programa de governo ainda durante a campanha de Jair Bolsonaro à presidência, em 2018. E tem a confiança do presidente: "É um homem com visão de futuro", disse Bolsonaro sobre ele, em um evento no Palácio do Planalto no dia 15 de março.

Sachsida tem doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-doutorado pela Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. Foi professor na Universidade do Texas. É também advogado, com estudos na área de Direito Tributário, e técnico de Planejamento e Pesquisa da Carreira Pública pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

No governo Bolsonaro, assumiu, em 2019, o cargo de secretário de Política Econômica do Ministério da Economia. Em fevereiro deste ano, foi nomeado chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Agora, assume o Ministério de Minas e Energia em lugar de Bento Albuquerque, demitido por Bolsonaro em meio às críticas que o presidente tem feito aos reajustes dos preços dos combustíveis pela Petrobras.

O economista tem sido uma das vozes mais ativas na defesa da política econômica do governo. Nesta terça-feira, 10, voltou a dizer, por exemplo, que o mercado está errado em suas previsões de crescimento econômico para este ano.

"Disseram que eu estava em uma queda de braço com o mercado quando já tínhamos projeções melhores para o PIB deste ano. Quem previa uma queda de 0,50% do PIB já mudou para crescimento de 1%. Passo a passo, todo mundo vai convergir para a estimativa da SPE", avaliou. "Tivemos a maior onda de contágio por covid em janeiro, a invasão da Ucrânia em fevereiro e o mundo caminha para o maior aperto monetário desde os anos 80. Mesmo assim, as projeções do mercado estão melhorando. Isso mostra o nosso acerto."

Em entrevista para o Estadão no mês passado, disse que, em um eventual segundo mandato de Bolsonaro, a fórmula que vem sendo usada nesta gestão será mantida. "Se nós ganharmos, é a mesma agenda: consolidação fiscal e reformas pró-mercado para o aumento da produtividade. O mercado pode ter certeza absoluta: nós vamos continuar na agenda que colocou todo os países do mundo ocidental no caminho da prosperidade, consolidar o lado fiscal."

Declarações polêmicas do novo ministro

O novo ministro já deu algumas declarações polêmicas. Em vídeo que circula nas redes sociais, Adolfo Sachsida afirmou que o ex-ditador chileno Augusto Pinochet era "de esquerda". "Ele colocava o Estado acima do indivíduo. Então desse jeito, ele é um esquerdista, porque ele coloca o Estado acima da liberdade individual", disse.

No mesmo vídeo, o novo ministro também fala que é difícil justificar uma reparação histórica com a população negra. “Eu entendo que se queira falar em reparação histórica, pois os negros foram escravizados no Brasil. O último grupo que foi extremamente maltratado no Brasil, não foi negro. Foram alemães, italianos e japoneses. É difícil você argumentar que 200 anos depois do final da escravidão, exista uma dívida histórica."

Veja o vídeo:

 

*Com Redação Terra

Estadão
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