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Queijo artesanal mineiro busca reconhecimento da Unesco como patrimônio da humanidade

Governo de MG tenta fazer com que o modo de produção desse alimento tenha aval internacional

16 dez 2022 - 10h40
(atualizado às 14h56)
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O queijo artesanal mineiro pretende seguir os passos da baguete francesa e entrar para o rol de alimentos que são Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade reconhecido pela Unesco. Os franceses receberam a confirmação dessa conquista no início do mês, durante conferência da Unesco realizada em Rabat, no Marrocos.

Comitiva brasileira levou para reunião da Unesco no Marrocos dezenas de tipos de queijos artesanais
Comitiva brasileira levou para reunião da Unesco no Marrocos dezenas de tipos de queijos artesanais
Foto: Divulgação/ Governo de Minas Gerais / Estadão

Um comitê formado pela Secretaria de Estado de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa) e sua vinculada Emater-MG e Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), do Governo de Minas Gerais, junto de representes do Governo Federal, produtores locais e de parceiros como Faemg, Ocemg, Amiqueijo e o Centro de Referência do Queijo Artesanal, esteve presente na cerimônia e levou na bagagem algumas dezenas de queijos artesanais para já começar a impressionar os conselheiros e apresentar a candidatura.

Os representantes da Unesco provaram o queijo Minas artesanal de diferentes regiões do Estado e receitas preparadas por uma chef renomada a partir do ingrediente, enquanto Gilson de Assis Sales, superintendente de Abastecimento e Cooperativismo da Seapa, contou um pouco da história e do processo específico de produção desse alimento.

"Começa com a utilização do leite cru, recém-ordenhado. Ele tem que ser usado em até no máximo 90 minutos ao final da ordenha. Em seguida, são adicionados o coalho (coagulante) e o pingo, que é o fermento natural. O pingo é o soro que escorre do queijo no processo de fermentação. Ele é coletado e reutilizado na produção de outro queijo no dia seguinte. A massa, então, é quebrada, dessorada, enformada e prensada com as mãos, unicamente. Depois é feita a salga seca e então o queijo passa por processo de maturação em prateleiras de madeira."

O reconhecimento internacional é o último passo de um caminho que começou a ser trilhado há 20 anos. Em 2002, o modo de produção do queijo mineiro se tornou patrimônio estadual. Seis anos depois, em 2008, tornou-se patrimônio nacional.

Subir mais esse degrau agora será importante para o desenvolvimento da agropecuária e gastronomia na região, para a abertura de mercado e também para que os produtores consigam ter acesso as outras fontes de recursos e financiamentos, inclusive internacionais.

"É importante também pela preservação de uma cultura e de uma identidade. Ele é mais do que apenas a expressão do modo de saber e fazer. É o envolvimento de todo o ambiente que o cerca, a ligação do produtor com o conjunto", comenta Gilson.

Restam agora mais duas importantes etapas no processo para esse reconhecimento. O comitê responsável está no processo final de reunir toda a documentação necessária para enviar à Unesco. "Quando receberem a documentação, espero que puxem pela memória o queijo que experimentaram e o trabalho que foi feito nessa comitiva em Rabat. Nossa percepção foi muito positiva."

Os documentos podem ser enviados até 31 de março. Mas a expectativa do governo mineiro é de enviar até o fim do mês. Depois disso, membros da Unesco avaliam o material, podendo pedir mais informações. O material completo é encaminhado para conselheiros e, depois, vai à plenária para votação com todos os países-membros. "Em Rabat, a baguete francesa foi reconhecida. Após a entrega do dossiê Modo de Fazer o Queijo Minas Artesanal, a Unesco tem até dois anos para a análise. Espero que em 2024 tenhamos esse resultado positivo, como símbolo da nossa cultura e tradição", comentou Gilson.

Queijo artesanal mineiro passa por processo de maturação em prateleiras de madeira
Queijo artesanal mineiro passa por processo de maturação em prateleiras de madeira
Foto: Divulgação/ Governo de Minas Gerais / Estadão
Estadão
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