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Qual é o papel do setor elétrico na descarbonização da economia?

O setor elétrico deve buscar sinergia, apoiar setores e apresentar soluções para necessidades da sociedade brasileira

6 jan 2024 - 12h06
(atualizado em 6/3/2024 às 15h33)
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A COP-28 deixou algumas questões em aberto, mas trouxe uma certeza: o setor elétrico brasileiro é referência mundial no tema transição energética e na adoção de fontes renováveis. Esse pioneirismo traz responsabilidades e desafios, e por isso devemos ter plena consciência de quais são os objetivos que queremos conquistar e como vamos atingi-los.

Esses temas são algumas das discussões que a equipe ONS levou para a COP-28, organizada pela ONU, que é um fórum de debates ambientais e de sustentabilidade, e que teve na transição energética um de seus pilares.

Participamos de painéis nos pavilhões do Brasil, Itália, Chile e encontros com os maiores operadores do mundo. Apresentamos nossa experiência de gestão do Sistema Interligado Nacional, que é grande, diversificado e complexo, a países que estão iniciando sua transição energética.

A movimentação no Pavilhão Brasil mostrou que o País terá, nos próximos anos, iniciativas que ampliarão a capacidade de geração de energia. Esses investimentos para ampliar nossa capacidade instalada devem atender a um aumento da demanda pela sociedade. O setor elétrico brasileiro deve se organizar para incorporar no seu planejamento estratégico temas como resposta da demanda, hidrogênio, armazenamento e seu crescimento econômico em novos setores da chamada "economia verde".

Energias renováveis estão se tornando mais presentes na matriz energética brasileira
Energias renováveis estão se tornando mais presentes na matriz energética brasileira
Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO / Estadão

A busca por energia renovável será intensa. Muitos países investem em projetos com esse perfil e disputam recursos e tecnologia. Nossa matriz é diversa, contempla praticamente todas as formas de geração de eletricidade e deve continuar assim, garantindo nossas vantagens competitivas e comparativas. Somos liderança global, mas essa posição não se manterá por inércia, e a competição será ainda maior nos próximos anos.

O aumento da eletrificação da economia é um ponto-chave nesse aspecto. Segmentos como transporte, indústria e agronegócio podem ter um uso maior de energias menos poluentes em suas atividades. O setor elétrico deve buscar sinergia e apoiar os demais setores, e apresentar soluções que atendam às necessidades da sociedade brasileira.

É um desafio de grande complexidade, mas, ao mesmo tempo, muito positivo. Entendo que o papel do ONS nessa discussão é essencial. Somos o operador do sistema elétrico brasileiro e todas essas transformações estão em nosso dia a dia, o que nos coloca numa posição de agente essencial na transição energética.

Estadão
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