Produção da Petrobras bate novo recorde no 3º tri e supera pico previsto para 2028
A Petrobras atingiu recorde histórico no terceiro trimestre ao produzir 2,83 milhões de barris diários de petróleo, alta anual de 12,4%, superando a meta prevista para 2028. Somando gás natural, o volume chegou a 3,51 milhões de boed. O resultado refletiu a eficiência no pré-sal e a operação de novas plataformas. No mesmo período, as exportações de óleo e derivados saltaram 20,7%, lideradas pela China, enquanto as vendas internas de derivados foram as maiores desde 2021, puxadas pelo diesel.
A Petrobras elevou sua produção de petróleo no Brasil em 12,4% entre julho e setembro ante o mesmo período do ano passado, para um recorde de 2,83 milhões de barris por dia (bpd), o que supera um pico que era previsto para ser atingido pela empresa apenas em 2028.
O volume ficou acima dos 2,52 milhões de bpd registrados no terceiro trimestre de 2025, com impulso de novas plataformas no pré-sal, maior eficiência operacional e menor volume de paradas para manutenção, informou a companhia nesta quarta-feira.
Pelo cronograma atual da empresa, a média de produção de petróleo prevista para 2026 é de 2,5 milhões de bpd, com uma variação de 4% para mais ou para menos. Para 2027, o objetivo é de 2,6 milhões de bpd, passando para o pico de 2,7 milhões de bpd em 2028, antes de cair para 2,6 milhões de bpd em 2029 e no ano seguinte.
Considerando petróleo e gás natural, a produção total própria da companhia alcançou o recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no terceiro trimestre, alta de 11,7% na comparação anual e de 5,3% frente ao trimestre anterior. Em seu plano de negócios, a previsão era atingir um pico de 3,4 milhões de boed em 2028.
"Superamos as nossas metas! Esses resultados operacionais são frutos de muito esforço e trabalho das equipes da Exploração & Produção que potencializaram uma combinação poderosa: a maior eficiência operacional trimestral em 8 anos, o excelente desempenho dos reservatórios e a redução do declínio da produção, que, somados à evolução dos nossos projetos e ao aumento da capacidade das plataformas, possibilitaram esse resultado extraordinário da produção de óleo e gás", disse a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, em nota.
A empresa atribuiu o desempenho principalmente ao "ramp-up" das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios, ao atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, ao aumento da eficiência operacional e à redução das perdas associadas a paradas de manutenção.
No trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo seis na Bacia de Santos e seis na Bacia de Campos.
A produção de petróleo no pré-sal alcançou 2,454 milhões de bpd, avanço de 15,9% ante o terceiro trimestre de 2025 e de 6,7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.
O documento também destacou recordes operacionais em campos-chave do pré-sal. O FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, atingiu sua capacidade projetada de 180 mil bpd em agosto e posteriormente alcançou pico de 190 mil bpd após ampliação autorizada. Já o FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, registrou produção média de 263 mil bpd em julho, a maior registrada em uma plataforma no país.
EXPORTAÇÕES
As exportações de petróleo da companhia somaram 987 mil bpd entre julho e setembro, avanço de 21,3% na comparação anual, embora tenham recuado 0,9% ante o segundo trimestre.
Segundo a Petrobras, o leve recuo trimestral ocorreu porque parte das cargas permaneceu em trânsito ao final de setembro, equivalente a cerca de 140 mil bpd, com reconhecimento esperado para o quarto trimestre.
Somadas as exportações de petróleo e derivados, o volume atingiu recorde de 1,251 milhão de bpd, alta de 20,7% frente ao mesmo período do ano passado.
A China voltou a ampliar sua participação como principal destino das exportações de petróleo da Petrobras, respondendo por 40% do total no trimestre, frente a 35% no segundo trimestre. Os Estados Unidos elevaram sua fatia para 12%, enquanto a participação da Índia caiu para 8%.
REFINO
No segmento de refino, a Petrobras registrou o maior volume de vendas de derivados no mercado doméstico desde o terceiro trimestre desde 2021.
As vendas internas de derivados alcançaram 1,854 milhão de bpd, alta de 2,8% na comparação anual e de 6,4% frente ao segundo trimestre, impulsionadas principalmente pelas vendas de diesel e querosene de aviação (QAV).
O volume de diesel vendido no país atingiu 849 mil bpd, avanço de 4,9% sobre o mesmo período do ano passado. A companhia atribuiu o desempenho ao plantio da safra de verão e à maior atividade industrial.
A produção de derivados totalizou 1,873 milhão de bpd no trimestre, crescimento de 4,6% em relação a um ano antes, apesar de recuo de 2,3% frente ao segundo trimestre devido a paradas programadas para manutenção.
A Petrobras destacou ainda recorde trimestral de produção de diesel, com 769 mil bpd, alta de 6,7% ante o terceiro trimestre de 2025.
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