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Procura por serviço de cuidador de idoso dispara e vira bom negócio

Rede especializada no serviço de cuidador analisa o mercado e como vem se tornando atrativo para quem quer empreender na área

6 out 2023 - 06h10
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Foto: Adobe Stock

O tempo médio de vida da população mundial está mudando, o que é uma grande vitória essa queda da taxa de mortalidade. Segundo a ONU, o Brasil soma 214 milhões de habitantes atualmente, sendo que em 1950 a expectativa de vida era de 48,1 anos, chegou a 75,3 em 2019, caiu para 72,8 anos em 2021 e deve alcançar 88,2 anos em 2100.

Com a população envelhecendo mais, as empresas estão de olho em atender esse público. É o caso dos serviços de cuidador de idoso que em 10 anos aumentou 547%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Em 2007, o número de profissionais saltou de 5.263 para 34.051 em 2017, tornando-se uma das profissões que mais cresce atualmente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de pessoas acima de 60 anos deve chegar a 22% da população mundial até 2050, o que equivale a 2 bilhões de pessoas.

Reflexo da pandemia

Estevan Oliveira, fundador e diretor executivo do Grupo Acolher e Cuidar Franchising, rede com foco na realização da prestação de serviços domiciliares em saúde através do atendimento de cuidador de idosos, conta que a empresa que nasceu em 2016, notou uma busca de mais de 50% pelo serviço principalmente após a pandemia. E esse reflexo da procura vem sendo sentida até hoje.

“O crescimento desse mercado se deu por vários fatores, como por exemplo, o Covid-19 que provocou algumas sequelas nos idosos atingindo principalmente o sistema nervoso central cardiovascular e os aspectos psicológicos provocando maior dependência nas atividades de vida diárias", diz ele. 

"Os aspectos psicológicos relacionados ao idoso teve grande impacto por vários motivos durante esse período, que incluíram o isolamento social, medo e preocupação com a saúde, ruptura das rotinas diárias, acesso limitado aos cuidados de saúde, o aumento do estresse financeiro e o luto e perda dos seus entes queridos. Tudo isso ocasionou a diminuição da independência gerando maior necessidade de cuidados com profissionais como o cuidador de idoso”, analisa Oliveira.

Condição para empreender

Com a população envelhecendo mais, empreender nessa área tem se mostrado uma boa oportunidade para quem quer trabalhar com serviços e produtos que atendam a esse público. E o serviço de cuidador de idoso é um nicho que vem recebendo maior demanda.

Oliveira explica que entre as funções do cuidador de idoso está a prestação de serviço de pacientes com necessidades especiais, como por exemplo, recuperação, reabilitação e estabilização de uma doença. 

“Mas o que deve ser levado em conta é que a atuação desse profissional é considerada para tratamento de baixa complexidade, atuando nas atividades de vida diária e atividades instrumentais, levando conforto e segurança”, diz.

O perfil do cuidador mudou após a regulação da profissão há poucos anos. Antes familiares, amigos sem formação técnica próximos ao paciente ocupavam essa posição de trabalho. Agora, há cada vez mais profissionais multidisciplinares, treinados sobre legislação, psicologia, nutrição e até situações de emergência e primeiros socorros, como é o caso da reanimação cardíaca.

No caso do Grupo Acolher e Cuidar Franchising, todos os profissionais são selecionados de acordo com a função a ser desenvolvida. Além disso, após a contratação, eles recebem treinamento de educação continuada para atingir excelência, inclusive com treinamentos intensos que contemplam regras de etiqueta.

Os treinamentos são híbridos, ou seja, com aulas teóricas de forma online, práticas em bonecos e estágios supervisionados em instituições credenciadas. 

Oliveira salienta que o serviço de cuidador da Acolher e Cuidar não se restringe apenas aos idosos. Mesmo esse público ainda sendo a grande maioria, o cuidador também atende pacientes com necessidades especiais, em qualquer fase da vida, iniciando no puerpério (popularmente conhecido como o resguardo da gestante, que é um período de readaptação do organismo materno). 

“Nessa fase, por exemplo, as cuidadoras atuam como doula. Para isso, esses profissionais recebem treinamento específico. Outro exemplo são os pacientes que após uma cirurgia necessitam de ajuda nas atividades de vida diária”, enfatiza o executivo.

Estrutura baixa e gestão simples

O Grupo Acolher e Cuidar nasceu em Brasília (DF) e hoje está presente em Belo Horizonte (BH), Piracicaba (SP), Porto Alegre (RS), e Vitória (ES), e trata-se de uma rede com foco na realização da prestação de serviços domiciliares em saúde através do atendimento de cuidador de pessoas e home care para facilitar o dia a dia de maneira humana.

Para empreender com a marca, a franquia oferece três modelos de negócios: fit, premium e home care (atendimento aos planos de saúde), que possibilitam um ticket médio em torno de R$ 6 mil mensal ao franqueado. Em todos os modelos é necessário ponto físico para conduzir a operação, e o que difere um formato do outro é a quantidade de serviços oferecidos ao cliente.

O investimento inicial é a partir de R$ 67 mil (modelo fit), incluso taxa de franquia, capital de giro e instalação, e um alto faturamento mensal que pode variar entre R$ 100 mil a R$ 612 mil, e retorno do investimento previsto em 16 meses.

Estevan conta que o modelo de negócio do Grupo Acolher e Cuidar é ideal para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, dentre outros profissionais da área da saúde que tenham o mesmo propósito da marca, que é inspirar pessoas a cuidar de pessoas. Porém, não é exigido que o franqueado seja algum profissional da área da saúde. 

(*) HOMEWORK inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão. 

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