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Processo dos EUA contra Brasil pode ser mais nocivo que tarifas, diz presidente da Fiemg

Executivo afirma que é preciso ajudar o País a se defender da investigação do Representante Comercial dos EUA contra supostas práticas comerciais injustas do Brasil

9 set 2025 - 17h52
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Um caminho para destravar o impasse político em torno do tarifaço ao Brasil pode estar na relação dos empresários brasileiros com os seus parceiros de negócios americanos. A proposta é que cada um no seu país trabalhe para conseguir avanços, a partir de uma estratégia estabelecida e de um trabalho em conjunto, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.

Um dos objetivos é conseguir com que os empresários americanos pressionem o governo do presidente Donald Trump para aumentar a lista de exceções de produtos atingidos pela tarifa de 50% às exportações brasileiras, já que há um impasse político nas negociações.

"A viagem aos Estados Unidos foi bastante produtiva. Acredito que é um primeiro passo de aproximação de vários segmentos do setor privado de ambos os lados", disse Roscoe.

As reuniões envolveram empresários de diversos setores, que compartilharam perspectivas sobre os efeitos das tarifas, apresentaram ações em andamento e discutiram medidas a serem levadas ao governo americano. A comitiva foi organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), e da qual também participou a Fiemg e cerca de 100 empresários.

Durante dois dias, na quarta e quinta-feira, eles tiveram agenda com empresários locais, com empresas de lobby contratadas pelo Brasil, com a Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce), na embaixada brasileira, e com áreas do governo americano, na Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), na Secretaria de Comércio e no Departamento de Estado, além de reuniões bilaterais no hotel em que estavam hospedados os brasileiros. No entanto, não foram recebidos por congressistas.

Outra prioridade de ação dos empresários está em ajudar o governo brasileiro a fazer a defesa da economia nacional no processo aberto pela USTR, baseado na Seção 301 da lei do comércio americana, em vigor desde 15 de julho, que investiga prejuízos aos Estados Unidos.

"Se o processo da 301 não for bem feito no sentido de defender o Brasil, corremos o risco de estar impactando, ao longo dos próximos anos, a relação comercial bilateral", diz Roscoe. "Então, ela tem um efeito mais longevo e mais nocivo até mesmo do que as tarifas."

Estadão
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