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Principal manancial metropolitano de SP seguirá em faixa de alerta em setembro

31 ago 2026 - 16h51
(atualizado em 1/9/2026 às 15h28)
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Resumo
O Sistema Cantareira, que abastece 46% da Grande São Paulo, permanecerá na faixa de alerta em setembro devido à estiagem que vai até novembro. Com o volume útil em 32,99%, a Agência Nacional de Águas (ANA) manteve o limite máximo de captação pela Sabesp em 27 m³/s. O conjunto de represas, que atingiu pico de 44,1% em março, segue com restrições operacionais para controlar a queda contínua no nível dos reservatórios durante o período de seca.

O Sistema Cantareira, principal ‌conjunto de represas para abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo, seguirá em setembro na chamada "faixa de alerta", que limita a captação de água pela Sabesp diante da queda no nível de armazenamento.

O Sistema Cantareira é o maior ⁠produtor de água da região metropolitana de São Paulo, responsável ‌pelo abastecimento de cerca de 46% da população. É formado por cinco reservatórios - Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e ‌Paiva Castro -, conectados por túneis subterrâneos e ‌canais.

Por estar na Faixa de Alerta, com nível ⁠entre 30% e 40% do armazenamento útil, a Sabesp seguirá podendo captar do sistema um máximo de apenas 27 metros cúbicos por segundo, afirmou a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em comunicado à imprensa nesta segunda-feira.

Segundo a ANA, ‌nesta segunda-feira o sistema apontava nível de 32,99% do volume ‌útil, aquele em que ⁠a água ⁠pode ser retirada pela gravidade, sem necessidade de bombas. No final de ⁠julho, o nível era ‌de 36,67% e em ‌31 de agosto de 2025 o patamar registrado foi de 34,6%.

A agência afirmou ainda que a Sabesp poderá retirar água transposta para a represa da hidrelétrica de Jaguari, ⁠de Furnas, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitado o limite outorgado de vazão média diária de 8,5 metros cúbicos por segundo e o limite máximo total de 33 metros cúbicos por ‌segundo.

O Estado de São Paulo está passando por período de estiagem que vai até novembro.

O sistema de gestão do Cantareira ⁠prevê cinco faixas de captação de água, indo desde a "normal", quando o volume útil está acima de 60% e a retirada máxima é de 33 metros cúbicos por segundo, a "especial", quando o nível fica abaixo de 20% e o limite de captação é reduzido para 15,5 metros cúbicos por segundo.

O Cantareira começou o ano com nível de 20,1%, segundo dados da Sabesp, e foi crescendo durante o período chuvoso, atingindo o pico no ano até agora de 44,1%, em 25 de março, segundo dados da Sabesp.

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