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Premiê do Japão promete prosseguir com redução temporária do imposto sobre vendas

30 jul 2026 - 08h05
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A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta quinta-feira sua intenção de prosseguir com uma redução por dois anos no imposto sobre vendas de 8% sobre produtos alimentícios, uma medida que deve ⁠agravar ainda mais a situação financeira do país.

A decisão ‌foi tomada em meio a uma queda nos índices de aprovação do governo de Takaichi, ‌com as famílias enfrentando aumento do ‌custo de vida devido à desvalorização do ⁠iene e ao choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio.

"Reduziremos o imposto sobre vendas de alimentos para 1% por dois anos, a partir de abril do ano que vem", disse Takaichi ‌a repórteres após instruir os dirigentes do partido governista ‌a se prepararem ⁠para a ⁠redução.

"Não vamos recorrer à emissão de títulos para manter a ⁠confiança do mercado ‌nas finanças do Japão", ‌disse ela. "Assumirei a responsabilidade de garantir que a alíquota volte a subir após dois anos."

Para financiar o corte de impostos, o governo buscará recorrer ⁠a receitas não tributárias, como recursos de fundos estatais e reservas internacionais, bem como a reformas nos gastos, disse Takaichi.

O governo deve finalizar o plano de redução ‌de impostos em uma reunião do gabinete no início de agosto e apresentar a legislação pertinente em ⁠uma sessão do Parlamento prevista para começar no outono.

O Japão cobra um imposto sobre o consumo de 8% sobre alimentos, com alíquota de 10% sobre outros bens e serviços, o que constitui uma fonte fundamental de financiamento para os crescentes custos da previdência social em meio ao rápido envelhecimento da população.

Se aprovada, a medida representaria a primeira redução do imposto sobre vendas no Japão desde sua introdução, em 1989.

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