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Banco da Inglaterra mantêm juros inalterados, mas mais membros apoiam alta

30 jul 2026 - 08h31
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Por David Milliken, William Schomberg e Yoruk Bahceli

LONDRES, 30 de julho (Reuters) - O ‌Banco da Inglaterra manteve as taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, conforme esperado, mas um terceiro membro da autoridade monetária defendeu um aumento nos juros devido ao recrudescimento do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

A decisão de manutenção dos juros em 3,75% de seu por 6 votos a 3, em vez da divisão de 7 a 2 esperada pela maioria ⁠dos economistas consultados pela Reuters.

Catherine Mann — que expressou reservas sobre a postura da política monetária no ‌início deste mês — juntou-se a Megan Greene e ao economista-chefe Huw Pill ao votar a favor de um aumento para 4%.

O restante do Comitê de Política Monetária do Banco ‌da Inglaterra, no entanto, não demonstrou pressa em aumentar os ‌juros, mantendo a abordagem de esperar para ver do presidente Andrew Bailey, que ⁠espera que isso garanta que a inflação não ultrapasse em muito a meta de 2% neste ano.

"Manter a taxa básica de juros inalterada é apropriado, já que as condições globais parecem estar mais incertas e inflacionárias, enquanto as condições domésticas são, em geral, mais favoráveis no que diz respeito às perspectivas de inflação", disse Bailey.

Se o Banco da Inglaterra continuar a manter ‌os juros inalterados, isso será um alívio para o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, ‌que priorizou medidas relacionadas ao ⁠custo de vida, incluindo ⁠a eliminação de um imposto sobre as contas de energia elétrica das residências — medida que, segundo o ⁠Banco da Inglaterra, ajudaria a reduzir a inflação ‌em um décimo de ponto percentual.

Nas ‌previsões publicadas nesta quinta-feira, a projeção central do Banco da Inglaterra — que pressupõe que os preços da energia evoluam basicamente conforme as expectativas do mercado e que haja apenas repercussões limitadas dos altos custos da energia sobre os salários e a fixação ⁠de preços — indicou que a inflação subirá para 3,2% no final deste ano, partindo de uma mínima de 2,6% em junho — a menor em 15 meses —, e permanecerá acima da meta até o início de 2028, quando cairá para menos de 2%.

Essa é uma perspectiva de inflação mais moderada do que nas últimas ‌previsões trimestrais completas do Banco do Inglaterra, divulgadas em abril, mas semelhante ao que foi previsto em junho.

No entanto, esse cenário se baseia nas expectativas dos mercados financeiros de que ⁠o Banco da Inglaterra aumentará os juros no último trimestre de 2026 e novamente em 2027, em contraste com a expectativa da maioria dos economistas consultados pela Reuters de que a autoridade monetária britânica conseguirá evitar novo aperto monetário.

Embora o Banco Central Europeu tenha aumentado as taxas de juros em junho, Bailey afirmou que o Banco da Inglaterra pode se dar ao luxo de manter os juros inalterados, já que reduziu as taxas em menor magnitude antes que o conflito entre os EUA e o Irã, no final de fevereiro, fechasse o Estreito de Ormuz para a maioria das exportações de petróleo.

O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, mas três membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Fed, afirmaram que teriam preferido um aumento de 0,25 ponto. O chair do Fed, Kevin Warsh, disse que não tem "nenhuma tolerância" para a inflação.

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