Prédio de 219 metros da WTorre será o mais alto do segmento corporativo no País
Empreendimento na Chácara Santo Antônio, na zona sul da capital, terá um mirante aberto à visitação pública
ESPECIAL PARA O ESTADAO - Um empreendimento da WTorre vai colocar no mapa da cidade de São Paulo a torre corporativa mais alta do Brasil, com 219 metros de altura distribuídos em 39 andares. Localizado em um terreno de 317,4 mil m² na Chácara Santo Antônio, área nobre na Zona Sul de São Paulo, o Complexo Multiúso Alto das Nações terá uma área construída de 59,4 mil m².
Cada andar tem 4,7 metros, quando o padrão do mercado varia entre 2,8 metros e 3 metros. "O maior desafio técnico desse empreendimento foi a programação da construção nessa estrutura, que tem quase o dobro de tamanho que estamos acostumados a ver", afirma CEO da WTorre, Marco Aurélio Siqueira. O projeto rendeu à empresa o prêmio de Estruturação Imobiliária na categoria Profissional do Master Imobiliário.
O edifício promete se transformar em um novo ponto turístico da cidade - assim como aconteceu com o Allianz Parque, a arena multiúso também assinada pela construtora. E não apenas pela sua altura. É que no topo será instalado um mirante aberto à visitação pública, de acordo com Siqueira.
No terreno, que pertence ao Grupo Carrefour, além de um hipermercado da marca francesa, haverá um centro de compras, uma torre mista residencial e comercial e outra apenas residencial, com 216 unidades de alto padrão. A área vai comportar ainda uma praça de 32 mil m².
"A praça será um equipamento de integração com o entorno e todo o empreendimento foi pensado para oferecer praticidade aliada à qualidade de vida para moradores e profissionais que vão trabalhar ali", declara Siqueira. Segundo ele, o Complexo, que deve estar completamente concluído em julho de 2025, também é uma aposta da construtora de que a demanda por lajes corporativas não só tende a crescer, como a procura por empreendimentos com diferenciais técnicos e grande visibilidade será a tendência nos próximos anos.
"Boa parte do empreendimento já está comercializado, o que reforça nossa expectativa", afirma o executivo.
Galpão logístico
Outro projeto da empresa, também foi contemplado como Master Imobiliário: um galpão logístico de 90 mil m², com capacidade de piso para seis toneladas por metro quadrado, pé direito de 12 metros, padrão triple A e certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Além de todos os aspectos técnicos, a agilidade da WTorre, que entregou o empreendimento WTLog RBR em apenas seis meses, foi o grande diferencial que rendeu à construtora o prêmio na categoria Agilidade e Qualidade.
Quando o empreendimento foi entregue, em 2021, o mundo enfrentava o auge da pandemia de covid-19 e o e-commerce alcançava níveis recordes de operações no Brasil e no mundo. Siqueira, lembra que o cliente era nada menos que um dos maiores players do mercado de comércio online no país, o Mercado Livre.
"Além das vendas (com entrega em domicílio) aquecidas por conta da pandemia, estávamos às vésperas da Black Friday. Neste cenário, a pressa era realmente um diferencial determinante", afirma o executivo. São dois galpões, um de 90 mil m² e out ro de 30 mil m², com 226 docas de operação no modelo cross docking - sistema que permite a entrada e saída simultânea de mercadorias.
Siqueira agrega ainda outros dois pontos que considera fundamentais. Um deles é sustentabilidade, uma vez que o empreendimento foi projetado com fechamento lateral translúcido, o que aumenta o aproveitamento da luz solar e produzir isolamento térmico potencializando o uso eficiente de energia.
O outro fator de destaque é a localização do WTLog RBR que foi construído em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. "O fundador da empresa, Walter Torre, previu o crescimento das complexidades logísticas em regiões já bastante exploradas, como Cajamar, e que Franco da Rocha era um corredor logístico muito interessante tanto para São Paulo, quando para Campinas", diz.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.