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Preços terão alta de 6,2% em média com redução da jornada de trabalho para 40h, diz CNI

Entidade simulou impactos na economia em cenário em que redução das horas trabalhadas seria compensada pela contratação de novos empregados

1 abr 2026 - 12h22
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BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estimou nesta quarta-feira, 1º, que os preços aos consumidores podem ter alta de 6,2% em média caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais.

As compras em supermercados poderiam ficar 5,7% mais caras, segundo a CNI, com os preços de produtos agropecuários subindo em torno de 4% e os de produtos industrializados podendo registrar alta de 6% em média.

No caso de roupas e calçados, por exemplo, a alta de preços pode alcançar 6,6%. No setor de serviços, o reajuste pode alcançar 6,5%, afetando, por exemplo, preços de manicure, cabeleireiro e pintura residencial. A conta de internet poderia apresentar elevação ainda mais expressiva, de até 7,2%.

Compras em supermercados poderiam ficar 5,7% mais caras com mudança, segundo a CNI
Compras em supermercados poderiam ficar 5,7% mais caras com mudança, segundo a CNI
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A CNI fez uma simulação dos impactos na economia em um cenário em que a redução das horas trabalhadas com o limite semanal seria compensada pela contratação de novos empregados.

"A projeção estima que as horas trabalhadas não serão integralmente recompostas, ao mesmo tempo em que o custo da hora trabalhada aumentará, gerando elevação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva", explica a entidade.

Para a indústria, é esse o setor que será o mais atingido com uma redução de jornada e trabalho para 40 horas, com uma possível queda de 4,34% das horas trabalhadas. Na sequência, aparecem o comércio, com redução de 4,03%; serviços (-2,44%); construção (-2,04%); e agropecuária (-1,70%).

"A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da economia e afetará a vida de todos os brasileiros. As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados", alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade defende que o debate no Legislativo precisa ser feito "de forma mais aprofundada", só depois das eleições para evitar interferências eleitorais na análise.

"A discussão da escala 6x1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala", diz o presidente da CNI.

Estadão
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