Preços ao produtor no Brasil interrompem 3 meses de queda e sobem 0,36% em agosto
Após três meses de deflação, o Índice de Preços ao Produtor no Brasil subiu 0,36% em agosto, acumulando alta de 2,53% em 12 meses, segundo o IBGE. O avanço foi impulsionado principalmente pelo setor de alimentos, que teve aumento de 1,99%, e pelas indústrias extrativas, que avançaram 4,33% no período. Ao todo, 14 das 24 atividades analisadas apresentaram taxas positivas no mês. Entre as categorias econômicas, bens de consumo registraram a maior alta (0,96%), enquanto bens intermediários ficaram estáveis.
Os preços ao produtor no Brasil subiram 0,36% em agosto, depois de três meses de deflação, diante da pressão de alimentos e das indústrias extrativas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma alta de 2,53%.
Em julho, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia recuado 0,3%.
Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 14 tiveram variações positivas em agosto. Alimentos foi o setor industrial de maior destaque na comparação com julho, com impacto de 0,47 ponto percentual no resultado da indústria geral, com alta de 1,99% no mês, maior aumento desde novembro de 2024 (2,18%).
As indústrias extrativas tiveram impacto de 0,18 ponto ao registraram avanço dos preços de 4,33% após três meses consecutivos de deflação.
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital recuaram 0,01%, bens intermediários ficaram estáveis e bens de consumo tiveram alta de 0,96%.
O IPP mede a variação dos preços de produtos na "porta da fábrica", isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.
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