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'Poderia taxar produtos americanos, mas não farei porque não quero ter mesmo comportamento, diz Lula

Presidente afirmou que o Brasil irá 'gastar tudo o que for possível de negociação' antes de tomar alguma medida de retaliação aos EUA

6 ago 2025 - 16h16
(atualizado às 18h05)
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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 6, que poderia retaliar o tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a taxação de produtos americanos. Ele disse, porém, que não irá fazê-lo porque "não quer ter o mesmo comportamento".

Nesta quarta-feira, entrou em vigor a tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, que se soma à tarifa recíproca de 10%, totalizando 50%. A Casa Branca, no entanto, excluiu da sobretaxa 694 itens, como aviões da Embraer, suco de laranja e petróleo.

Em entrevista à Reuters, Lula afirmou que o Brasil irá "gastar tudo o que for possível de negociação" antes de tomar alguma medida de retaliação aos EUA.

Plano de contigência

Lula também comentou que o governo atua para lidar com os impactos do tarifaço sobre empresas nacionais. "Estamos trabalhando para saber como vamos lidar com empresas brasileiras que terão prejuízos. Temos que cuidar da manutenção de empregos e ajudar empresas a procurar novos mercados", disse.

Além disso, Lula afirmou que o governo está empenhado em convencer empresários americanos a se posicionar contra as medidas de Trump, destacando a importância do engajamento do setor privado dos EUA na contenção dos efeitos do tarifaço.

Ao ser questionado sobre o plano de contingência, disse que o Brasil fará o que estiver ao alcance da economia nacional, sempre mantendo a responsabilidade fiscal.

Minerais críticos

Lula afirmou que o Conselho de Política Mineral que será criado pelo governo federal e ligado à Presidência da República busca defender os minerais críticos e terras raras brasileiras. Segundo o petista, isso não impede que empresas estrangeiras possam explorar os produtos, mas busca defender a economia nacional.

"Isso não significa que a gente não possa negociar com outros países do mundo, isso não significa que a gente não pode fazer parcerias de empresas estrangeiras virem para o Brasil explorar esses minerais críticos. Nós não vamos permitir o que aconteceu no século passado, em que o Brasil exporta minério e compra produtos com valor agregado muito alto. Nós queremos que tenha valor agregado aqui no Brasil", declarou o presidente.

Lula assumiu uma posição divergente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou, nesta segunda-feira, 5, que há a possibilidade de acordos de cooperação com os Estados Unidos envolvendo terras raras e minerais críticos.

"Nós temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Nós podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes na área tecnológica", disse o ministro em entrevista à BandNews.

Pix

Lula também afirmou que é uma teoria o fim dos cartões de crédito por causa do Pix, que é um dos temas investigados pela Seção 301 do Departamento de Estado dos EUA, utilizado por Trump para pressionar o Brasil.

"Ficar acreditando que o Pix vai acabar com o cartão de crédito é uma teoria, porque ainda não entrou em vigor e a gente vai tomar medidas para valorizar o Pix. Poderia fazer um acordo entre os dois presidentes do Banco Central para o presidente Trump ver como é fácil fazer acordos pelo Pix", afirmou Lula.

Estadão
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