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PMLL11 avança 82% no resultado de julho e negocia com desconto; entenda

27 ago 2026 - 13h55
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Resumo
O fundo imobiliário PMLL11 teve resultado distribuível de R$ 22,162 milhões em julho de 2026, alta de 82% impulsionada por receitas não recorrentes, e distribuirá R$ 1,00 por cota. Negociado com desconto (P/VP de 0,86x), o FII apresenta dividend yield anualizado de 11,8%. Com 18 shoppings e 96,2% de ocupação, o fundo expandiu presença no Shopping Taboão e planeja entrar no Shopping Jardim Sul, mantendo baixa alavancagem de 8,1% e desempenho de vendas superior à média do setor de shopping centers.
Uma mulher trabalhando em seu computador em uma mesa
Uma mulher trabalhando em seu computador em uma mesa
Foto: Suno

O fundo imobiliário PMLL11 reportou resultado distribuível de R$ 22,162 milhões em julho de 2026, avanço de 82% em relação ao mês anterior. O desempenho reflete receitas totais de R$ 24,583 milhões, equivalentes a R$ 1,76 por cota, frente a despesas de R$ 2,421 milhões no período. Por cota, o resultado distribuível foi de R$ 1,59, impulsionado por um recebimento não recorrente de R$ 0,46 da primeira parcela da venda da participação no Shopping Park Sul.

A distribuição anunciada foi de R$ 1,00 por cota, estendida no mesmo valor aos detentores de recibos PMLL13, com pagamento em 14 de agosto de 2026. A gestão mantém a estimativa desse patamar para todo o segundo semestre de 2026. O cronograma de pagamento segue o calendário do fundo e observa a base de cotistas do mês de referência.

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Considerando a cotação de mercado de R$ 102,10, os rendimentos do PMLL11 correspondem a um dividend yield mensal aproximado de 0,98%, ou 11,8% anualizado. Sobre a cota patrimonial de R$ 118,98, o yield anualizado é de 10,1%. Os percentuais refletem os preços e valores patrimoniais informados para o mesmo fechamento.

Rendimentos do PMLL11 avançam em julho

O patrimônio líquido do fundo encerrou o período em R$ 2.111,9 milhões, enquanto o valor de mercado somou R$ 1.812,3 milhões, resultando em P/VP de 0,86x. A liquidez média diária foi de R$ 5,3 milhões, e a base de investidores alcançou 135,8 mil cotistas. Esses indicadores consolidam o comportamento de negociação do mês e a relação entre mercado e patrimônio.

Quanto à estrutura de capital, a alavancagem atual está em 8,1%, com projeção de 8,0% até o fim de 2026 e redução gradual nos anos seguintes, segundo a gestão. A trajetória indicada considera a evolução do portfólio e o perfil de endividamento do veículo ao longo do período.

Entre as movimentações do período, o FII adquiriu participação adicional de 8,56% no Shopping Taboão e assinou memorando de entendimentos para a compra de 10% do Shopping Jardim Sul. As transações se somam à estratégia de alocação em shopping centers, com diversificação entre diferentes administradoras.

O portfólio reúne 18 shoppings em diferentes estados e administradoras, que totalizam 149.493 metros quadrados de ABL própria. O preço médio é de R$ 8.471 por metro quadrado, com ocupação consolidada de 96,2%, equivalente a vacância física de 3,8%. Esses números refletem a dimensão atual da carteira e a taxa de espaços locados nos empreendimentos.

O fundo também detém posições estratégicas como único cotista dos veículos Barra Malls FII, formado por Rio 2 Shopping e Península Mall, e RBR Malls FII, que reúne Shopping Pátio Higienópolis, Shopping Eldorado e Shopping Plaza Sul. As estruturas reúnem ativos de diferentes praças sob um mesmo veículo, preservando a participação integral do FII.

Indicadores operacionais e estrutura financeira

Nos indicadores de junho, as vendas totais do portfólio atingiram R$ 1.591 por metro quadrado, alta de 10,0% na comparação anual e de 6,9% no acumulado de 2026 frente a 2025. O resultado superou a média do setor medida pela ABRASCE, que recuou 1,7% no mesmo recorte, sinalizando desempenho superior ao agregado do mercado de shopping centers.

O NOI encerrou o mês em R$ 106,7 por metro quadrado, avanço de 19,3% em relação a junho de 2025 e de 8,5% no acumulado do ano. No comparativo anual, as vendas nas mesmas lojas cresceram 0,6%, enquanto o aluguel nas mesmas lojas aumentou 2,9%. Esses indicadores sintetizam a performance operacional dos ativos na base comparável.

No conjunto, o mês refletiu a combinação entre resultado operacional, efeito não recorrente e evolução da carteira. O resultado distribuível de R$ 22,162 milhões, o pagamento de R$ 1,00 por cota em 14 de agosto de 2026 e a manutenção projetada desse nível para o segundo semestre de 2026 compõem o panorama mais recente do fundo.

Suno
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