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Petróleo recua mais de 1% com investidor reavaliando sanções e de olho em Opep

9 nov 2018
09h19
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Os preços do petróleo recuam mais de 1% em meio a reavaliação de que os mercados superestimaram o potencial impacto das sanções dos EUA contra o Irã. Além disso, os investidores seguem cautelosos em torno da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) neste fim de semana.

Às 9h00 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para janeiro caía 1,43% na ICE, a US$ 69,64 por barril, enquanto o WTI para dezembro tinha queda de 1,63% na Nymex, a US$ 59,68 por barril. O Brent caiu para abaixo de US$ 70 por barril pela primeira vez em sete meses, enquanto o WTI caiu para abaixo de US$ 60 por barril pela primeira vez em nove meses.

Ontem, o petróleo tipo WTI, negociado na Nymex, entrou em "território baixista", ou seja, acumulou queda superior a 20% em relação a sua máxima mais recente. Já o Brent, contrato da ICE, segue o mesmo caminho e já acumula perda de 19,4% do pico no início de outubro.

"O petróleo entrou em bear market à medida que o efeito das sanções iranianas se torna melhor compreendido; criticamente, parece que o impacto na oferta é muito menor do que se temia", diz Neil Wilson, da Markets.com. "As apostas otimistas estão sendo cortadas rapidamente e estamos vendo um grande achatamento nas posições longas líquidas que apontam para novas quedas no petróleo", acrescentou Wilson.

Além disso, de acordo com analistas do Commerzbank, os investidores estão testando claramente o limiar de dor dos produtores de petróleo em uma tentativa de forçá-los a reduzir o fornecimento. No curto prazo, este movimento ocorre em meio a reunião da Opep neste fim de semana em Abu Dhabi.

"Se eles falharem em sinalizar qualquer intenção de reverter o último aumento na produção, os preços do petróleo ameaçam deslizar ainda mais", apontou o banco.

Contribui também para a queda a decisão de um juiz do estado norte-americano de Montana, que suspendeu temporariamente a construção do oleoduto Keystone XL, devido à falta de uma análise completa do impacto ambiental. "Este é mais um revés para a indústria petrolífera canadense, depois que um tribunal canadense já havia bloqueado a construção de um oleoduto para a costa do Pacífico no final de agosto", apontou o Commerzbank.

Estadão Conteúdo

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