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Petróleo cai cerca de 3% para mínima de três meses após acordo entre EUA e Irã

16 jun 2026 - 11h08
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Os preços do ‌petróleo caíam cerca de 3% nesta terça-feira, atingindo novas mínimas de três meses, conforme os mercados avaliavam as perspectivas de retomada do abastecimento pelo Estreito de Ormuz, juntamente com a demanda física mais fraca e os poucos detalhes sobre um acordo preliminar para pôr fim à guerra no Irã.

Os futuros do petróleo Brent caíam US$2,55, ou 3,07%, para US$80,62 o barril por volta de 11h (horário ⁠de Brasília). Anteriormente, haviam atingido US$79,61, a menor cotação desde 3 de março, e a primeira vez ‌que ficaram abaixo de US$80 desde aquela data.

O West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caía US$2,93, ou 3,63%, para US$77,82 por barril. A mínima intradiária do WTI, de US$76,88, foi a mais ‌baixa desde 10 de março.

Antes do início da guerra, em ‌28 de fevereiro, os futuros do Brent e do WTI eram negociados em torno de ⁠US$65 a US$70 por barril.

Os preços do petróleo caíram quase 5% na segunda-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo provisório para encerrar a guerra entre os EUA, Israel e o Irã, embora os detalhes completos ainda não tenham sido divulgados.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta terça-feira que o Irã e os EUA iniciariam uma nova ‌rodada de negociações na Suíça na sexta-feira para chegar a um acordo final.

"Os riscos de queda no ‌curto prazo permanecem, já que ⁠o mercado precifica uma ⁠reabertura mais rápida do Estreito e o retorno dos barris retidos", disse o analista do Saxo Bank, Ole Hansen.

No ⁠entanto, os estoques esgotados, a demanda sazonal, a reconstituição ‌estratégica dos estoques e a ‌incerteza geopolítica persistente sugerem que o caminho de volta aos preços pré-guerra pode ser muito menos direto do que o otimismo atual do mercado sugere, disse Hansen.

INVESTIDORES DE OLHO NA REABERTURA DO ESTREITO

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca ⁠de um quinto do abastecimento global de petróleo.

Até o momento, poucos petroleiros cruzaram o estreito desde que o acordo preliminar foi anunciado, embora os navios tenham vindo transportando discretamente barris ao longo da costa de Omã há semanas, navegando "à escuridão" com o apoio da Marinha dos EUA. As transportadoras aguardam garantias de segurança para cruzar o estreito, ‌incluindo a remoção de minas.

As Forças Armadas dos EUA têm supervisionado dezenas de transferências secretas de petróleo de navio para navio para manter o fluxo das exportações de energia do Golfo, ⁠utilizando drones aéreos e aquáticos, bem como helicópteros, em uma operação para guiar os comboios até os petroleiros que os aguardam.

As primeiras indicações sugerem que o acordo entre os EUA e o Irã reabriria o estreito bloqueado e prorrogaria o cessar-fogo por 60 dias, ganhando tempo para negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano.

Alguns analistas esperam que os fluxos pelo estreito sejam retomados em breve, o que aumentaria a pressão de baixa nos mercados físicos, que já se encontram fracos.

O Goldman Sachs reduziu sua previsão para o Brent no quarto trimestre de US$90 para US$80 por barril e cortou sua estimativa média para 2027 de US$80 para US$75, afirmando que agora presume que as exportações do Golfo Pérsico retornem aos níveis pré-guerra até o final de julho, em vez de no final de agosto.

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