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Petroleiros vão recorrer de decisão do TST e greve continua

Ministro considerou paralisação, iniciada no dia 1º de fevereiro, "ilegal e abusiva"; segundo sindicato, movimento tem adesão de mais de 60% dos funcionários da área operacional da Petrobrás

18 fev 2020
09h25
atualizado às 10h05
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou nesta terça-feira, 18, que vai recorrer de decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que declarou na segunda-feira, 17, a greve de funcionários da Petrobrás como ilegal e abusiva, segundo vídeo divulgado pela entidade.

Fachada do prédio que abriga a sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. 9/12/2019.  REUTERS/Sergio Moraes
Fachada do prédio que abriga a sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. 9/12/2019. REUTERS/Sergio Moraes
Foto: Reuters

Ao atender recurso da petroleira, o ministro do TST Ives Gandra da Silva Martins Filho autorizou a Petrobrás a "adotar as medidas administrativas cabíveis" para o fim da paralisação, iniciada em 1° de fevereiro, inclusive com sanções disciplinares aos empregados que não atenderem ao comando judicial.

A Petrobrás informou em comunicado à imprensa na noite de segunda que "já notificou as entidades sindicais da decisão e aguarda que todos os empregados retornem às suas atribuições imediatamente".

A FUP criticou a decisão e disse entender que o movimento grevista é legítimo e legal. A comissão permanente de negociação da entidade ainda pediu que os petroleiros mantenham a paralisação e aguardem orientações dos sindicatos.

"Entendemos que essa decisão é inconstitucional e nossos advogados em todo o Brasil estarão, sim, vendo uma forma de questionar essa decisão monocrática do ministro Ives Gandra", disse no vídeo o diretor da FUP Deyvid Bacelar.

Segundo ele, a entidade tomou conhecimento da medida do TST "de maneiras ainda não oficiais".

A decisão do ministro do TST estabeleceu multas diárias de entre R$ 250 mil e R$ 500 mil aos sindicatos em caso de descumprimento, além de bloqueio de contas e repasse de mensalidades associativas.

Na segunda-feira, a FUP havia afirmado que a paralisação tinha adesão de mais de 60% dos funcionários da área operacional da Petrobrás, envolvendo total de mais de 20 mil trabalhadores em 13 Estados, incluindo plataformas do pré-sal.

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Estadão
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