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Petrobras permite que alta de 55% do QAV seja paga em parcelas por distribuidoras

1 abr 2026 - 09h40
(atualizado às 15h08)
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A ‌Petrobras permitirá que distribuidoras parcelem o aumento de 54,8% nos preços do querosene de aviação (QAV) anunciado para abril, e informou que uma medida semelhante poderá ser adotada em maio e junho, informou a petroleira estatal em comunicado nesta quarta-feira.

A medida visa mitigar o efeito do aumento de preços sobre os clientes da companhia, ao mesmo tempo em que preserva ⁠a "neutralidade financeira" para a Petrobras. Mais cedo, companhias aéreas alertaram para consequências "severas" do reajuste sobre o ‌setor de aviação.

A iniciativa permite que distribuidoras que abastecem a aviação comercial tenham um reajuste menor, de 18%, em abril, informou a companhia, acrescentando que o valor restante poderá ‌ser pago em seis parcelas a partir de julho.

A ‌Petrobras, maior produtora de petróleo do Brasil e responsável pela maior parte da ⁠atividade de refino no país, ajusta os preços do querosene de aviação no início de cada mês com base em fatores como as cotações internacionais do petróleo e as taxas de câmbio, conforme o previsto em contratos.

O aumento de aproximadamente 55% previsto para abril reflete a alta dos preços globais do petróleo, associada à escalada de conflitos no Oriente Médio.

Mais ‌cedo, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou em nota que o reajuste teria "consequências severas sobre ‌a abertura de novas rotas ⁠e a oferta de ⁠serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo".

"Somado ao aumento de 9,4% em ⁠vigor desde 1º de março, o combustível (QAV) passa ‌a responder por 45% dos ‌custos operacionais das companhias aéreas", disse a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) em nota.

DEMANDAS DO SETOR

A Abear reiterou sua defesa da implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, uma vez que grande parte do consumo do combustível ⁠é atendida por produção interna.

"Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas", afirmou.

O ‌Brent, referência internacional do petróleo, subiu de cerca de US$70 por barril no fim de fevereiro para cerca de US$118 por barril no fechamento de terça-feira. O conflito se ⁠espalhou pelo Oriente Médio desde que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro.

Em nota enviada à Reuters na terça-feira, o Ministério dos Portos e Aeroportos disse que enviou uma proposta ao Ministério da Fazenda, à Casa Civil, ao Ministério de Minas e Energia e à Petrobras com medidas voltadas à mitigação dos impactos da elevação do preço internacional do petróleo sobre o setor aéreo.

De acordo com o órgão, a proposta sugere a redução da alíquota do PIS/Cofins sobre o QAV, a redução da alíquota do IOF incidente sobre empresas aéreas e a redução da alíquota do Imposto de Renda incidente sobre o leasing de aeronaves, além de outras medidas que ainda estão em fase inicial de discussão.

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