Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficam estáveis; demissões caem 55% em fevereiro
O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego permaneceu inalterado na semana passada, enquanto as demissões caíram, em consonância com condições de estabilidade do mercado de trabalho.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ficaram estáveis em 213.000, em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 28 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.
O mercado de trabalho está se recuperando após tropeçar no ano passado em meio ao que os economistas chamaram de incerteza decorrente das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, que ele aplicou sob uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais.
Desde então, as tarifas de importação foram derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Trump respondeu à decisão impondo uma tarifa global de 10% e, posteriormente, anunciou que ela aumentará para 15%.
Os economistas estão otimistas de que o mercado de trabalho recuperará o ímpeto este ano, à medida que os cortes de impostos estimulam a demanda.
Um relatório separado divulgado nesta quinta-feira pela empresa global de recolocação Challenger, Gray & Christmas mostrou que os empregadores sediados nos EUA anunciaram 48.307 cortes de pessoal em fevereiro, uma queda de 55% em relação a janeiro e de 72% ante o ano anterior. Os planos de contratação aumentaram 140% em relação a janeiro, mas caíram 63% em comparação com fevereiro do ano passado.
A contratação moderada significa que algumas pessoas que perderam seus empregos estão passando por longos períodos de desemprego.