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St George avança com projeto de terras raras em Minas; vê maior demanda com guerra

5 mar 2026 - 11h11
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A St George Mining está pronta ‌para avançar com a estruturação financeira de seu projeto de mineração de terras raras e nióbio em Araxá (MG), com estimativas iniciais de investimentos de US$350 milhões, após sondagens elevarem o grau de confiabilidade de suas reservas, disse o diretor-geral no Brasil à Reuters.

Segundo Thiago Amaral, o projeto ganha ainda mais relevância diante da escalada de conflitos no Oriente Médio com a participação ⁠dos Estados Unidos, já que as terras raras são essenciais para a indústria de defesa global ‌e a produção e o processamento desses minerais são hoje amplamente dominados pela China.

"O mercado que tem sido altamente demandante desses elementos é o mercado de defesa. E a cada ‌vez que a gente percebe essa instabilidade, isso gera tanto ‌uma demanda como um interesse, uma visão de urgência para que essa cadeia ⁠mais robusta para esses elementos críticos seja desenvolvida", afirmou Amaral.

As sondagens identificaram um aumento de 75% na estimativa de volume de terras raras do Projeto Araxá, que agora soma 70,91 milhões de toneladas, com 4,06% de terras raras e 0,62% de nióbio.

Outras sondagens ainda estão em desenvolvimento, mas os resultados atuais já trouxeram maior clareza sobre o projeto.

"Na nossa visão, esse volume indicado ‌traz o potencial de realmente iniciar a mina, o volume destrava qualquer dúvida sobre as questões ‌econômicas", disse Amaral. "Agora a gente ⁠consegue apresentar as opções ⁠para estudar como nós vamos financiar a etapa de construção da planta."

Segundo o executivo, a companhia avalia diferentes ⁠alternativas de financiamento, com prioridade para acordos de ‌vendas antecipadas ("off-take") com potenciais clientes, em ‌um passo que evitaria a diluição dos atuais acionistas e captaria recursos a custos mais baixos.

Mas Amaral afirmou que a empresa também está em conversas com instituições financeiras sobre a possibilidade de contratação de linhas de crédito e com governos e empresas que ⁠têm interesse em entrar como sócios.

A empresa mantém conversas com representantes dos Estados Unidos e União Europeia, que poderiam apoiar o projeto.

"A gente pretende ter (alguns) desses acordos fechados até o fim do ano para sustentar, inclusive, o início da construção que seria para o ano que vem", afirmou Amaral.

A estimativa inicial de investimento ‌é de cerca de US$350 milhões, valor que será detalhado conforme avançam os estudos de engenharia.

A expectativa da St George Mining é iniciar a produção comercial em 2028, com 5 mil ⁠toneladas de ferro-nióbio. Já em 2029, iniciaria a produção de produtos de terras raras, com volume de cerca de 15 mil toneladas por ano.

O projeto já conta com acordos de off-take iniciais com siderúrgicas chinesas e a empresa norte-americana REAlloys interessada em até 40% da produção de terras raras.

O Projeto Araxá está localizado ao lado das operações de nióbio da CBMM, líder global do setor.

A St George também já obteve um regime fiscal preferencial do governo do Estado de Minas Gerais com vistas a reduzir custos do desenvolvimento de seu projeto.

Antes de iniciar a produção, a empresa planeja operar uma planta piloto, a partir de uma parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), produzindo inicialmente de 1 a 2 toneladas anuais de produtos de terras raras e nióbio para testes e validação com clientes, com início previsto para o fim deste ano, dependendo de licença.

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