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Payroll de junho testa apostas para o próximo passo do Fed

Relatório registrou uma criação de empregos menor do que o esperado

2 jul 2026 - 10h11
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Resumo
A expectativa por um mercado de trabalho ainda resiliente levou investidores a recalibrar as apostas para a política monetária do Federal Reserve (Fed), sem novas sinalizações do presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre os próximos passos dos juros. O relatório de emprego apontou a criação de 57 mil vagas em junho, após 129 mil em maio (revisado), ante previsão de 110 mil.
Foto: Nam Y. Huh / The Associated Press

Os mercados globais iniciaram esta quinta-feira (2) em compasso de espera pelo payroll de junho, principal indicador do dia e decisivo para as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). A expectativa por um mercado de trabalho ainda resiliente levou investidores a recalibrar as apostas para a política monetária do Federal Reserve (Fed), sem novas sinalizações do presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre os próximos passos dos juros.

O relatório de emprego apontou a criação de 57 mil vagas em junho, após 129 mil em maio (revisado), ante previsão de 110 mil. Já a taxa de desemprego ficou em 4,2%, frente ao consenso de 4,3%.

No mercado de commodities, os contratos futuros do petróleo ampliam as perdas pela terceira sessão consecutiva, pressionados pela perspectiva de aumento da oferta global e pelo alívio das tensões no Oriente Médio. O avanço das negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, em Doha, reduz os receios de interrupções no transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz. Nesse cenário, o Brent para setembro recua 1,62%, para US$ 70,41, enquanto o WTI para agosto cede 1,84%, para US$ 67,32.

No mercado global, as bolsas da Europa abriram em alta, com avanço das ações de empresas de serviços essenciais compensando as perdas do setor de tecnologia, enquanto investidores aguardavam a divulgação do payroll. Já na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em queda, refletindo a liquidação das ações de semicondutores em Nova York. Na Coreia do Sul, o Kospi despencou 7,89%, pressionado pelas fortes perdas da Samsung Electronics (-9,06%) e da SK Hynix (-14,57%). 

No cenário doméstico, além da expectativa pelo relatório de emprego dos Estados Unidos, o mercado volta a incorporar fatores políticos aos preços dos ativos. A cautela aumentou após pesquisa Atlas/Bloomberg mostrar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, por 48,8% a 42,3%, interrompendo o movimento de queda dos juros futuros e reforçando, entre investidores, a percepção de continuidade de uma política fiscal menos austera a partir de 2027.

O ambiente de aversão ao risco também foi intensificado pelo anúncio de sanções do Tesouro dos Estados Unidos contra cidadãos e empresas brasileiras por supostos vínculos com o PCC. Na sequência, rumores políticos que circularam no mercado reforçaram o movimento defensivo dos investidores, contribuindo para elevar a volatilidade dos ativos domésticos.

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