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Plano do governo prevê aumento na produção de minerais críticos e de fertilizantes

Com o Plano 2050 de mineração, o Brasil espera elevar participação na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2%, reduzindo a dependência externa de fertilizantes PK

2 jul 2026 - 10h01
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BRASÍLIA - O Ministério de Minas e Energia (MME) apresenta nesta quinta-feira o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), durante reunião do chamado Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), que conta com a participação de outros ministros. Esse plano é visto como um instrumento de longo prazo da política mineral brasileira responsável. A participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos poderá atingir 12,2% até 2050.

No cenário conservador, ainda sem considerar os efeitos positivos esperados com o marco legal para o setor, a indústria de transformação mineral pode passar de 51,5% para 65% da participação no PIB do setor em 25 anos. No mesmo intervalo, os investimentos em pesquisa mineral devem sair de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões anuais.

Até 2050, são esperados 2,8 milhões de empregos diretos no setor mineral (+800 mil empregos) nesse horizonte de aproximadamente 25 anos. Além disso, a redução no tempo médio de análise de processos minerários passará de 1.563 para 780 dias. A participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos sairá de 8,3% para 12,2%. Em outro prognóstico, também é estimada a redução da dependência externa "de fertilizantes PK" de 87,3% para 34,9%.

"O Brasil tem algumas das maiores reservas minerais do mundo, e o PNM 2050 mostra o caminho para que nossa riqueza sirva à modernização da economia nacional, transformando esse potencial em desenvolvimento, tecnologia, emprego e renda para o nosso povo. O Plano ainda reafirma nossa soberania em um cenário internacional cada vez mais competitivo", disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em nota.

O setor mineral responde por cerca de 3,3% do PIB brasileiro e por aproximadamente 2 milhões de empregos diretos. O governo federal vê investimentos "em trajetória de crescimento" nos últimos anos. Os minerais críticos são usados em baterias, turbinas eólicas e tecnologias digitais e de defesa. "O Brasil quer deixar de ser apenas exportador de bens primários e avançar na industrialização e no adensamento de suas cadeias produtivas", diz o MME.

Minério de lítio produzido pela Sigma Lithium, extraído em jazida localizada em Araçuaí e Itinga (MG)
Minério de lítio produzido pela Sigma Lithium, extraído em jazida localizada em Araçuaí e Itinga (MG)
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A Pasta também apresenta nesta quinta-feira o chamado "Referencial Básico para a Mineração Brasileira Sustentável - Das Boas Práticas à Promoção do Trabalho Digno e Decente". A ideia é ter uma referência técnica para orientar políticas públicas e iniciativas empresariais, por exemplo. Será a 2ª reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM).

Estadão
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