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Partido Liga, da Itália, é resistente a grande corte de meta de déficit para 2019, dizem fontes

6 dez 2018
10h25
atualizado às 10h58
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O partido Liga, da Itália, vai aceitar apenas uma pequena redução na meta de déficit orçamentário do ano que vem, disseram fontes do partido nesta quinta-feira, cedendo pouco a Bruxelas, que diz que o plano viola as regras de financiamento público da União Europeia.

Líder do partido Liga, Matteo Salvini, durante coletiva de imprensa em Roma 08/10/2018 REUTERS/Max Rossi
Líder do partido Liga, Matteo Salvini, durante coletiva de imprensa em Roma 08/10/2018 REUTERS/Max Rossi
Foto: Reuters

O argumento da Itália para um orçamento expansionista foi reforçado por recentes concessões a manifestantes na França, onde as autoridades da Liga dizem que o déficit agora excederá os limites da UE no ano que vem. As quebras das regras pela França dificultarão que Bruxelas continue a pressionar Roma, disseram eles.

A Comissão Europeia rejeitou o projeto de Orçamento de Roma, que diz que o déficit subirá para 2,4 por cento do Produto Interno Bruto no ano que vem, de 1,8 por cento este ano. Bruxelas diz que o Orçamento quebra compromissos anteriores para reduzir o endividamento e não vai diminuir a grande dívida pública da Itália.

Depois de semanas de confronto, os ministros italianos e a Comissão aliviaram recentemente o seu tom e disseram que é necessário encontrar um meio-termo.

No entanto, a Liga, de direita, não está disposta a reduzir a meta de déficit abaixo de 2,2 por cento e seu parceiro de coalizão, o Movimento 5 Estrelas, é apenas um pouco mais flexível, disseram cinco fontes do governo e da coalizão.

O 5 Estrelas é contra um déficit tão baixo quanto 2,0 por cento do PIB, mas poderia considerar 2,1 por cento, disseram as fontes, que não quiseram ser identificadas devido às negociações delicadas e sensíveis ao mercado em andamento com Bruxelas.

"Não devemos aceitar nada abaixo de 2,2 por cento, e somente se a Comissão concordar em descartar todas as medidas disciplinares contra nós", disse uma fonte da Liga próxima do líder do partido, Matteo Salvini.

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