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PANORAMA1-Mercados na Ásia melhoram, mas aversão a risco segue

16 mar 2011 - 07h45
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A quarta-feira chegou a indicar recuperação nas principais praças financeiras internacionais, mas as preocupações com o desenrolar da situação nuclear no Japão e no Oriente Médio mantêm os mercados vulneráveis - e alguns ativos inclusive reverterem a melhora mais cedo, que fora amparada na busca por barganhas e cobertura de posições vendidas. A incerteza sobre a planta nuclear de Fukushima segue como um dos principais pontos de tensão entre investidores.

No Brasil, o impacto da tragédia no Japão pode ser considerado relativamente pequenno dada a oscilação de variáveis como o Ibovespa ou a taxa cambial, mas a catástrofe foi suficiente para abandonar, pelo menos por ora, o anúncio de novas medidas pelo governo brasileiro para conter a valorização do real, conforme fonte do Ministério da Fazenda ouvida pela jornalista da Reuters Isabel Versiani.

Diante das incertezas relacionadas ao impacto sobre a economia global do tsunami e de uma possível crise nuclear no Japão, a avaliação é que este não é o momento de introduzir mudanças importantes de políticas domesticamente. "Não é o momento de fazer marola", afirmou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Ainda assim, vale monitorar o resultado de reunião do ministro da Fazenda, Guido Mantega, com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta terça - feira, no Palácio do Planalto - conforme a agenda da presidente, uma vez que a da Fazenda informa apenas reuniões internas no ministério em Brasília.

A pauta doméstica ainda reserva no âmbito macroeconômico o indicador do Banco Central sobre o ritmo da atividade brasileira, enquanto a agenda corporativa inclui a divulgação do resultado da CCR após o fechamento do pregão.

De volta à cena externa, o Nikkei encerrou a jornada com acréscimo de 5,68%, após a pior perda de dois dias desde o crash de 1987. O índice MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão avançava 0,9%. E o índice da bolsa de Xangai fechou com acréscimo de 1,19%.

Na Europa, o FTSEurofirst 300 reverteu a trajetória positiva e cedia 0,53%. O contrato futuro do norte americano S&P 500 declinava 3,30 pontos, antes de dados de inflação no atacado e setor imobiliário nos Estados Unidos. O MSCI para ações globais ainda registrava elevação de 0,49% e o para emergentes, de 0,72%.

O avanço de 0,23% do índice DXY , que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais moedas globais, corroborava a tese de que o apetite a risco ainda não voltou. Da mesma forma, a divisa norte-americana cedia 0,09%, a 80,70 ienes. O euro depreciava-se 0,34%, a 1,3950 dólar.

No caso do petróleo, as cotações retomavam o viés de alta diante do aumento da tensão em países no Norte da África e Oriente Médio como o Barein, o que barrava o efeito da aversão a risco gerada pela situaçao japonesa. Nas operações eletrônicas em Nova York, o barril era negociado a US$ 98,76, com aumento de 1,63%. Em Londres, o Brent subia 1,65%, a US$110,31.

Fonte: Invertia Invertia
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