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Otimismo com petróleo perde força diante de impasse no Oriente Médio

Após forte queda, a commodity volta a subir nesta manhã

1 jun 2026 - 10h15
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Resumo
As conversas seguem em andamento, mas cercadas por incertezas. O governo iraniano sinalizou que pretende propor alterações no texto em negociação e afirmou estar preparado para um eventual fracasso das tratativas. Neste domingo (31), Donald Trump declarou que o acordo deixará claro que o Irã não terá acesso a armas nucleares.
Foto: rarrarorro / Getty Images

Após um fim de semana de nova escalada militar no Oriente Médio e sem avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o mercado voltou a questionar se a recente queda do petróleo foi excessiva. Apesar do otimismo recente dos investidores, o acordo entre Washington e Teerã ainda não foi formalizado.

As conversas seguem em andamento, mas cercadas por incertezas. O governo iraniano sinalizou que pretende propor alterações no texto em negociação e afirmou estar preparado para um eventual fracasso das tratativas. No domingo (31), Donald Trump declarou que o acordo deixará claro que o Irã não terá acesso a armas nucleares. O tema também será discutido pelo Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (1º).

Diante da nova ofensiva no Oriente Médio, o mercado de commodities reage aos novos ataques entre EUA e Irã e ao avanço das tropas israelenses no Líbano. O Brent/agosto avança 3,28%, cotado a US$ 94,11 e o WTI/julho sobe 3,77%, a US$ 90,65.

No Brasil, o governo se vê novamente na mira da política comercial dos EUA, diante da expectativa por um possível anúncio de novas tarifas contra produtos brasileiros ainda nesta segunda-feira. A medida seria resultado da investigação conduzida pelo governo Trump com base na Seção 301, mecanismo utilizado para apurar supostas práticas comerciais consideradas desleais.

A investigação abrange temas como comércio digital, Pix, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, incluindo o combate ao desmatamento ilegal.

Nos bastidores, o setor privado trabalha com a expectativa de que o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos anuncie tarifas mais elevadas, acompanhadas de um período de consulta pública de 30 dias antes da implementação das medidas. 

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