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Para sua viagem

Um país multimoeda: saiba mais sobre a economia do Zimbábue

4 jan 2013 - 08h12
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Contornado ao sul e ao noroeste pelos rios Limpopo e Zambezi e fazendo fronteira com a emergente África do Sul, o Zimbábue integra diversos pacotes turísticos para o continente africano. A exuberância da paisagem e da vida selvagem local é posta ao alcance dos turistas durante excursões aos países vizinhos, safáris fotográficos, visitas às áreas de proteção ambiental e até mesmo passeios de helicóptero pelas Cataratas de Vitória, uma das principais atrações naturais da região. Ao deparar com as vistas paradisíacas que rendem boa parte das fotos da viagem, parece difícil imaginar que somente agora a vida no país está começando a entrar nos eixos após caminhar por uma década em direção ao completo esgotamento econômico.

As Cataratas de Vitória, na fronteira com a Zâmbia, estão entre as atrações naturais mais procuradas pelos turistas que visitam o Zimbábue
As Cataratas de Vitória, na fronteira com a Zâmbia, estão entre as atrações naturais mais procuradas pelos turistas que visitam o Zimbábue
Foto: Getty Images


No final da década de 90, a economia do Zimbábue mergulhou em uma crise sem precedentes resultante de uma série de desastrosas políticas adotadas pelo presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência da Inglaterra, em 1980. Entre as medidas criadas para atender à homologação de uma reforma agrária que incentivava o ódio racial, com o objetivo de tomar as terras dos brancos, estava a impressão de moeda sem lastro. "Isso desenvolveu um processo hiperinflacionário que só parou muito tempo depois e colocou em colapso o setor agrícola, muito importante para a economia de um país que vinha demonstrando uma taxa de prosperidade relativamente positiva no contexto africano", explica Pio Penna Filho, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB).



A indústria incipiente, porém diversificada, também foi atingida, e a entrada na Guerra do Congo - em conjunto com a Angola e a Namíbia - arrematou o processo de eclosão econômica, desencadeando uma crise social. Cerca de 80% da população ficou desempregada. "Talvez o quadro mais dramático dessa crise tenha sido o fluxo migratório de 'refugiados financeiros', que foram para a África do Sul e lá também comeram o pão que o diabo amassou", diz o professor. Esvaziado de crédito e desconectado do mercado internacional, o país viu sua política monetária ser pressionada ao ponto de promover a emissão de notas de 100 trilhões de dólares zimbabuanos. Dois anos depois de enfrentar o congelamento geral dos preços e um desabastecimento que durou meses, a solução encontrada pelo governo de coligação constituído em 2009 foi abandonar a moeda local em favor do câmbio estrangeiro: atualmente, circulam no país o dólar americano, o euro, a libra, o rande sul-africano e a pula da Botsuana.



Desde então, a situação tumultuada vivida pelo Zimbábue vem se acalmando paulatinamente com a lenta retomada das atividades econômicas, beneficiando-se do entorno estabilizado - a África do Sul é um de seus principais parceiros. A pressão da comunidade internacional, especialmente da União Europeia e dos países vizinhos, que receberam levas massivas de imigrantes, também acomodou a aventura da reforma agrária e limitou novas investidas da parte de Mugabe. Produtor de commodities como algodão e tabaco e possuindo boas reservas de carvão, ouro e platina - além de não sofrer com a questão de conflitos étnicos profundos, o que evitou o início de uma guerra civil -, o país tem perfil econômico de grande potencial exportador e boas possibilidades de proporcionar um nível de bem estar adequado à população. Contudo, a questão política persiste. "O país ainda está no respaldo da crise, e as coisas só vão se resolver mesmo quando houver mudança de poder", afirma Penna.



Euro e rande são os câmbios mais indicados para a viagem

Para boa parte dos turistas, a curiosidade pelo Zimbábue e outros países sul-africanos surge a partir da visita à África do Sul, destino que geralmente serve como porta de entrada para o continente. "A organização e a receptividade deste país é tanta que os turistas se encantam e ficam instigados em conhecer a riqueza natural e cultural dos países arredores", conta Fabiana Roque, gerente de produtos da agência de viagens Terramundi. Para entrar no Zimbábue, é necessário visto (pode ser obtido no aeroporto do país, mediante o pagamento de uma taxa), certificado internacional de vacina contra febre amarela e passaporte com validade mínima de seis meses a partir da data de embarque, com ao menos quatro páginas em branco.



No bolso, Fabiana aconselha levar notas pequenas de euro, que ainda assim devem retornar muitos trocados. Quem fizer escala na África do Sul pode também trocar o dinheiro por randes, ganhando mais na conversão, ou entrar no Zimbábue portando dólares tendo em mente que alguns estabelecimentos não aceitam notas emitidas antes de 2006.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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