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OGX: com recuperação judicial, ações chegam a custar R$ 0,12

31 out 2013 - 12h05
(atualizado às 12h08)
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<p>Eike Batista&nbsp;gesticula durante cerim&ocirc;nia que marcou o in&iacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo da petrol&iacute;fera OGX, no Complexo Industrial do Superporto de A&ccedil;u, em S&atilde;o Jo&atilde;o da Barra, Rio de Janeiro, em abril de 2012</p>
Eike Batista gesticula durante cerimônia que marcou o início da produção de óleo da petrolífera OGX, no Complexo Industrial do Superporto de Açu, em São João da Barra, Rio de Janeiro, em abril de 2012
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

As ações da OGX operam em queda de 17,65% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quinta-feira, cotadas a R$ 0,14. Na mínima do dia, as ações da petroleira de Eike Batista, que entrou com pedido de recuperação judicial ontem,  chegaram a custar R$ 0,12, uma queda de quase 29% por volta das 11h30. No auge da valorização, os papeis da empresa custaram as ações da empresa chegaram a valer R$ 23,28.

Se o pedido de recuperação da empresa for aceito, a OGX terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação de sua dívida e, os credores, terão 30 dias para se manifestar. O processo inteiro pode levar até 180 dias (seis meses). Caso a empresa não entre em um acordo financeiro com os credores, possivelmente a falência será decretada. 

As ações da OGX deixarão de integrar o Índices da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) a partir de sexta-feira, após o pedido de recuperação judicial da companhia, mas continuarão a ser negociadas na bolsa.

As negociações foram suspensas até 11h do pregão de quinta-feira e serão liberadas normalmente após este horário, informou a BM&FBovespa em comunicado nesta quarta-feira. "Os procedimentos de liquidação e de administração de risco de operações à vista e com liquidação futura envolvendo OGXP3, inclusive BTC, permanecem inalterados", afirmou a instituição.

Ao final do pregão de quinta-feira, a BM&FBovespa vai realizar o procedimento especial de negociação (call de fechamento) para determinação do preço de retirada da OGX dos índices de ações, entre eles o Ibovespa, deixando de integrá-los a partir de sexta-feira, 1º de novembro.

Na sequência, as carteiras teóricas serão rebalanceadas, com a exclusão da OGX, de acordo com os termos de suas metodologias. Além do Ibovespa, as ações também integram outros nove índices, como IBrX, IBrX-50 e Índice Small Cap.

O pedido de recuperação da OGX, feito na 4 Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o maior da história de uma empresa latino-americana, segundo dados da Thomson Reuters, foi apresentado pela empresa nesta quarta-feira. A medida tornou-se a única alternativa para a companhia depois que fracassaram as negociações com detentores de US$ 3,6 bilhões  em bônus no exterior para uma reestruturação da dívida.  

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Fonte: Terra
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