Nvidia sustenta bolsas antes de discurso de Warsh em Jackson Hole
Big tech dobrou lucro e receita no 2º trimestre
Os mercados globais operam mistos nesta quinta-feira (27), dividindo as atenções entre o desempenho das ações de tecnologia, impulsionadas pelo balanço da Nvidia, as incertezas no Oriente Médio e a expectativa pelo simpósio de Jackson Hole.
Os mercados globais operam mistos nesta quinta-feira (27), dividindo as atenções entre o desempenho das ações de tecnologia, impulsionadas pelo balanço da Nvidia, as incertezas no Oriente Médio e a expectativa pelo simpósio de Jackson Hole. Em Nova York, os índices futuros abriram mistos, com destaque positivo para o Nasdaq, após a Nvidia superar as projeções e reforçar o otimismo com o ciclo de investimentos em inteligência artificial.
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Os resultados da big tech acima do esperado refletiram nos mercados. Na Ásia, o Kospi avançou 1,53%, aos 6.912,37 pontos, com Samsung e SK Hynix entre os destaques, mesmo após o Banco da Coreia elevar a taxa básica de juros para 3%, na segunda alta consecutiva. O movimento positivo, no entanto, foi limitado pela pressão de custos mais elevados de memória, inflação persistente e expectativa de novos aumentos de juros.
No cenário monetário, o mercado acompanha o simpósio anual do Federal Reserve em Jackson Hole, no estado de Wyoming, que começa hoje e segue até sábado (29). O principal evento será o primeiro grande discurso de Kevin Warsh como presidente do Fed, marcado para sexta-feira (28). Investidores buscam sinais sobre a trajetória dos juros americanos, especialmente diante dos rendimentos elevados dos Treasuries, que podem contribuir para apertar as condições financeiras.
No Brasil, o mercado monitora o PLOA 2027, que será enviado pelo governo ao Congresso. A proposta deve prever crescimento das despesas obrigatórias abaixo do limite real de 2,5% estabelecido pelo arcabouço fiscal, abrindo espaço para uma expansão das despesas discricionárias, incluindo investimentos.
O projeto também deve reforçar a trajetória de ajuste das contas públicas, com a previsão de saída de um déficit próximo de 0,5% do PIB em 2026 para um superávit primário de 1,5% do PIB em 2030. O resultado primário considera receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.
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