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Nortis e Patriani garantem lugar na premiação do Top Imobiliário com estratégias diferentes

Enquanto a primeira deu ênfase, em 2024, a projetos do Minha Casa, Minha Vida, a segunda se manteve voltada ao médio e ao alto padrões

1 jul 2025 - 03h13
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Presentes no ranking das Construtoras, Nortis e Patriani apresentam estratégias diferentes para garantir atuação no mercado e, por extensão, presença no Top Imobiliário 2025. A primeira citada, oitava colocada entre as Construtoras, adota a diversificação; no entanto, em 2024 (ano-base da premiação) teve 100% de lançamentos voltados ao segmento econômico. A outra, décima colocada, volta-se apenas para projetos de médio e alto padrões.

O Grupo Nortis tem maior volume de lançamentos na capital e na região metropolitana de São Paulo. Mantém a atuação dividida entre prédios de alto padrão, sob a marca Nortis, e projetos voltados ao programa Minha Casa, Minha Vida, por meio da Vibra.

Segundo Bruno Ghiggino, CFO do grupo, em 2024 foram lançados seis empreendimentos, com R$ 717 milhões em valor geral de vendas (VGV) — abaixo dos R$ 1,14 bilhão registrados no ano anterior.

"Não lançamos tudo o que pretendíamos, devido ao timing de aprovações dos projetos, mas temos perspectiva muito positiva para 2025", afirma Ghiggino.

Fachada do Tess Brooklin, que marca o retorno do Grupo Nortis aos lançamentos de alto padrão
Fachada do Tess Brooklin, que marca o retorno do Grupo Nortis aos lançamentos de alto padrão
Foto: Nortis/Divulgação / Estadão

O que sustenta essa expectativa é a volta dos lançamentos de alto padrão. O principal é o Tess Brooklin, com VGV estimado em R$ 385 milhões. A projeção para o ano é ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões em lançamentos.

O Tess Brooklin fica na zona sul de São Paulo e terá unidades de 130 m² e 170 m². Segundo o CFO, o projeto traz arquitetura contemporânea, automação, paisagismo com vegetação nativa e reúso de água em áreas comuns.

Mesmo com o cenário de juros elevados, o executivo acredita na força do mercado de luxo. "Ativos de qualidade nunca perdem valor, mesmo com a Selic (a taxa básica de juro da economia) alta. Os investidores buscam proteção patrimonial e rentabilidade no médio e longo prazo, e nossos empreendimentos se destacam por aliar localização estratégica, design contemporâneo e soluções sustentáveis."

Embora a atuação da Vibra seja majoritariamente na faixa 3 do MCMV — que abrange imóveis de até R$ 350 mil para famílias com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil —, ela também desenvolve produtos para a faixa 2. Mesmo com as mudanças recentes no programa do governo federal, ela não pretende alterar sua estratégia. "A Vibra seguirá com foco nas faixas 2 e 3."

Com um landbank concentrado na cidade de São Paulo, o grupo afirma que, por ora, não há planos de expansão para outras cidades. Já a Patriani mira o Grande ABC e Campinas como regiões-chave, centralizando atuação a até cem quilômetros de São Paulo, com foco em localização, planta e preço.

Oferecer apartamentos prontos para morar, com aparato tecnológico e acabamento completo, é a estratégia que tem impulsionado o crescimento da construtora, segundo Bruno Patriani, presidente da empresa.

Em 2024, atingiu VGV lançado de R$ 1,7 bilhão, salto de 30% em relação aos R$ 1,3 bilhão listados no ano anterior.

"Tudo é pensado para criar lares com infraestrutura e praticidade. Atenção aos detalhes, somada à escolha de localização, tem sido vista como um diferencial pelos clientes", afirma Patriani.

Segundo o executivo, entregar um apartamento completo — com piso, persianas automatizadas e infraestrutura para ar-condicionado, por exemplo — resolve uma dor do mercado: a frustração com unidades inacabadas. "Nossa proposta é vender um lar, não um apartamento pela metade", diz.

Entre os destaques, estão: coworkings, elevadores regenerativos, reaproveitamento da água da chuva, controle inteligente de consumo, geradores que atendem todo o condomínio e fazendas solares instaladas no topo dos prédios, no lugar da cobertura.

Os imóveis têm preço médio entre R$ 1 milhão e R$ 2,5 milhões, mas a construtora tem preferência pela faixa de R$ 1,2 milhão a R$ 1,7 milhão. "São clientes que não sofrem tanto com juros altos e conseguem pagar boa parte do imóvel sem financiamento. Já vêm de apartamentos bons, mas com menos comodidade. É aí que ganhamos mercado: entregamos a modernidade de um imóvel de altíssimo padrão em um produto de alto padrão", diz.

Das 1,1 mil unidades previstas para comercializar neste ano, 1 mil já estão sendo trabalhadas no primeiro semestre. A expectativa é de que 100% delas sejam vendidas até o final do ano e que seja atingida a marca de R$ 1,4 bilhão de VGV.

Um dos principais projetos do ano é o Bossa Nova Patriani, em São Caetano do Sul, que teve seus 248 apartamentos vendidos em 60 dias. Com VGV de R$ 300 milhões, tem três torres com unidades de 89 m² (2 suítes) e 116 m² (3 suítes), todas com duas vagas de garagem, janelas elétricas e fechadura biométrica.

Estadão
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