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Mulheres são donas ou sócias majoritárias de 40% das empresas

Estudo do Serasa mostra representatividade das mulheres no meio empreendedor

24 nov 2022 - 06h10
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Foto: Adobe Stock

Das 20,6 milhões de empresas ativas no Brasil, 8,4 milhões, o equivalente 40,5%, têm mulheres como donas ou sócias majoritárias. É o que aponta o levantamento inédito realizado pela Serasa Experian no mês em que se comemora o Dia do Mundial Empreendedorismo Feminino.

Do total de empresas, 84,7% possuem uma única sócia, enquanto no caso dos homens esse percentual é menor, de 77,4%.

O estudo também mostra que elas começam a empreender mais cedo que os homens, sendo 36,3% com idades entre 20 e 39 anos. 

Veja o comparativo de idade por gênero no gráfico abaixo:

Foto: Serasa Experian

“Cerca de 29% dos negócios não sobrevivem mais que cinco anos no Brasil e o pilar essencial para reverter essa realidade é investir na saúde financeira. Isso significa dar mais acesso à informação, linhas de crédito e, principalmente, educação para um desenvolvimento sustentável. Especificamente sobre a presença feminina no setor, é imprescindível que possamos fomentar a capacitação para que cada vez mais mulheres tenham a oportunidade de se preparar para ocuparem esses lugares”, declara Cleber Genero, vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian.

O Estudo “Perfil da Empreendedora Brasileira” foi realizado pela Serasa Experian com base em dados internos da empresa que envolvem a análise de 20.636.104 empresas ativas no Brasil. Os indicadores analisados foram representatividade por gênero, idade CPF, CNPJ, porcentagem de participação, localização por UF, porte, faturamento e tempo de abertura das empresas.

Baixo score de crédito PJ é desafio para empreendedoras

Quando o assunto é crédito, cerca de 70% delas têm score pessoa física acima de 500, ou seja, menores as chances de inadimplência e maior a possibilidade de conseguir um empréstimo, cartão de crédito, financiamento ou crediário, por exemplo. Quando olhamos o score pessoa jurídica, a situação é inversa: 79,7% delas têm o score PJ abaixo de 400.

“O que a gente observa é que embora o hábito de monitoramento do Score PF já seja um hábito do brasileiro, o mesmo não ocorre quando ele tem uma empresa e um Score PJ. Muitas misturam as finanças pessoais com as do negócio. Além disso, elas não possuem o hábito de construir um histórico de capacidade de pagamento do negócio e não monitoram o score da empresa. A preocupação do Score PJ deve ser a mesma com o Score PF. Uma melhor pontuação no score PJ irá auxiliá-las na hora de obter crédito e direcioná-las para ações que melhorem a saúde de seus negócios”, explica Genero.

Redação Dinheiro em Dia
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