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Motta defende uso da Lei de Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas dos EUA

Presidente da Câmara diz que medidas unilaterais e protecionistas 'prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos'; 'Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão', afirmou

17 jul 2026 - 10h14
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos que impôs, na quarta-feira, 15, tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. Além do repúdio, o deputado defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como resposta aos Estados Unidos. A manifestação de Motta foi feita no fim da noite desta quinta-feira, 16, por nota.

O presidente da Câmara destacou que o parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. "Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais", frisou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Ainda na nota, ele disse que "medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no País. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira".

Motta reforçou ainda que a Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos do tarifaço e "atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do País". E complementou: "O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros."

Estadão
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