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Moody's avalia que fracasso em venda da Braskem pode impactar credores da Odebrecht

7 jun 2019
11h27
atualizado às 12h40
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A Moody's avalia que o cancelamento da venda da participação de 38% do conglomerado Odebrecht na petroquímica Braskem para a europeia é LyondellBasell Industries eleva a chance de pedido de recuperação judicial pelo grupo brasileiro e pode afetar negativamente seus credores.

 REUTERS/Brendan McDermid
REUTERS/Brendan McDermid
Foto: Reuters

"Um cenário em que a Odebrecht pede falência seria negativo para os bancos com empréstimos para a Odebrecht e suas subsidiárias", afirmou a agência de classificação de risco em relatório assinado pelo analista sênior Alexandre Albuquerque.

Ele escreveu que a rescisão do negócio aumenta a probabilidade de que a Odebrecht ajude a pedir recuperação judicial, já que a venda da participação da Braskem teria permitido a Odebrecht transferir parte dos recursos da venda para suas subsidiárias.

Entre os bancos potencialmente afetados estão as maiores instituições financeiras do país, destacou o analista, citando Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil.

Nesta semana, o presidente-executivo do BB, Rubem Novaes, afirmou que um eventual pedido de recuperação judicial do grupo Odebrecht preocupa o setor bancário, mas afirmou que as instituições estão bem provisionadas. Segundo ele, a exposição do BB à Odebrecht é de cerca de 9 bilhões de reais.

"Assumindo que a Odebrecht entrará em uma reestruturação judicial, os credores provavelmente enfrentariam um longo processo litigioso para recuperar parte de seus empréstimos", afirmou Albuquerque, acrescentando que, de acordo com estimativas do mercado, o endividamento bancário combinado do conglomerado é de cerca de 40 bilhões de reais.

De acordo com a análise da Moody's, o processo de falência pode interromper ou desacelerar a geração de receita e, portanto, prejudicar a capacidade da Odebrecht de pagar seus empréstimos em aberto. "Os bancos podem criar provisões adicionais e reportar um aumento nos ativos inadimplentes."

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