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Análise técnica do TCU não encontra irregularidades na liquidação do Master pelo BC, diz fonte

11 fev 2026 - 13h56
(atualizado às 15h44)
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O Tribunal ‌de Contas da União (TCU) concluiu análise técnica da atuação do Banco Central no processo de liquidação do Banco Master e não encontrou ressalvas quanto à conduta da autarquia, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

Logotipo do Banco Master
18/11/2025
REUTERS/ Amanda Perobelli
Logotipo do Banco Master 18/11/2025 REUTERS/ Amanda Perobelli
Foto: Reuters

A fonte, que falou sob condição de anonimato porque o processo corre em sigilo, ⁠acrescentou que as conclusões foram compartilhadas com alguns funcionários do Banco Central, ‌que puderam ler as conclusões.

A participação do TCU no caso, vista pelo mercado como incomum em uma liquidação bancária, tem sido acompanhada de ‌perto depois que o ministro da corte ‌Jhonatan de Jesus, relator do caso, sinalizou que poderia considerar medidas ⁠para impedir a venda de ativos durante a liquidação do Master, ordenando uma inspeção dos documentos do BC que fundamentaram a decisão de fechar a instituição.

Na última quinta-feira, Jesus reforçou o sigilo do caso, restringindo os documentos apenas àqueles com autorização específica, o que efetivamente impediu o acesso ‌total do BC ao processo, apesar de ser parte no caso.

O TCU ‌confirmou que a confidencialidade ⁠do processo foi ⁠alterada de "sigiloso" para "sigiloso com exigência de autorização específica para a leitura de peças", acrescentando ⁠que não há outras informações disponíveis, ‌sem data definida para ‌uma decisão. O BC não comentou o assunto.

Em janeiro, o BC retirou recurso que havia ingressado junto ao TCU para contestar inspeção aberta na corte para analisar documentos da autarquia que embasaram a liquidação ⁠do Master.

A decisão de retirar o pedido foi tomada um dia após autoridades da autarquia e da corte de contas, inclusive Jesus, se reunirem para discutir o alcance da inspeção, chegando a um entendimento de que o procedimento seria limitado.

Também ‌ficou estabelecido na ocasião que a diligência não seria feita pelo gabinete do relator, mas pela área técnica do TCU que já havia reconhecido ⁠preliminarmente a competência do BC no caso e se posicionado favoravelmente à liquidação.

O Banco Master, que detinha menos de 1% dos ativos bancários do Brasil, foi liquidado em novembro em meio a uma investigação da Polícia Federal sobre suposta fraude envolvendo a negociação de títulos de crédito inexistentes, além do que o BC descreveu como uma grave crise de liquidez, forte deterioração financeira e sérias violações de normas.

Seu colapso atraiu atenção após a instituição financeira comercial ter se expandido rapidamente vendendo títulos de alto rendimento comercializados com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O FGC, de capital privado, estimou que pagará R$40,6 bilhões a cerca de 800 mil investidores após a liquidação do banco.

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