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México descarta acordo bilateral com Canadá após conseguir suspensão do tarifaço de Trump

Canadá continua alvo de aumento das tarifas e segue fora de novo acordo

6 ago 2025 - 16h48
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou um acordo comercial bilateral com o Canadá após uma reunião caracterizada pela dirigente como "muito boa" com os principais ministros do governo canadense na terça-feira, 5.

As negociações começaram em meio ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, o México conseguiu suspender as novas tarifas que entrariam em vigor. Na contramão, Trump assinou uma ordem executiva aumentando a tarifa sobre produtos canadenses de 25% para 35%.

"Temos um acordo comercial com os Estados Unidos, Canadá e México... Não há necessidade", disse Sheinbaum durante uma entrevista coletiva matinal nesta quarta-feira, 6.

Sheinbaum recebeu a ministra de Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, e o ministro de Finanças, François-Philippe Champagne, no Palácio Nacional, sede do Executivo, na Cidade do México. "Fortalecemos a relação entre nossos países", postou na rede social X.

A presidente do México disse que a reunião foi um encontro preparatório para uma visita do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, ainda que sem data definida.

Ainda segundo Sheinbaum, o governo mexicano quer investimentos canadenses no país e discutiu esse tema, entre outros, durante o encontro com representantes do Canadá

Estratégia contra Tarifaço

As negociações se dão após a presidente do México conseguir, na última quinta-feira, 31, a suspensão das novas tarifas que entrariam em vigor, além de um prazo de 90 dias para negociar um acordo comercial.

A suspensão manterá a tarifa de 25% sobre todas as mercadorias do México não cobertas por um acordo de livre comércio existente entre os Estados Unidos, México e Canadá. Essa taxa deveria subir para 30% na última sexta-feira, 1º, o prazo que Trump estabeleceu para que países de todo o mundo fechassem acordos ou enfrentassem impostos de importação de até 50%.

Na contramão, Trump assinou uma ordem executiva aumentando a tarifa sobre produtos canadenses de 25% para 35%. De acordo com a Casa Branca, o Canadá não cooperou para conter o fluxo contínuo de drogas ilícitas.

O caso ataca o coração de uma das acusações mais sensíveis de Trump: que a elite política do México não está disposta a se livrar da corrupção que há muito oferece aos cartéis cobertura e impunidade. O governo mexicano negou essas alegações.

Estadão
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