Braskem Idesa entra com pedido de recuperação judicial nos EUA para reduzir dívida
A Braskem Idesa, uma joint venture entre a Braskem e a mexicana Idesa, entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos nestaa terça-feira, após chegar a acordos com credores e acionistas para reduzir a dívida em mais de US$920 milhões.
A empresa afirmou que espera sair do processo de recuperação judicial dentro de 60 a 90 dias, acrescentando que o pedido de recuperação judicial não afeta suas operações diárias.
Como parte do acordo de reestruturação, a empresa levantará capital e reduzirá sua dívida sênior total de aproximadamente US$2,5 bilhões para cerca de US$1,6 bilhão.
A Braskem, acionista majoritária, contribuirá com US$476 milhões e manterá sua participação majoritária na empresa reorganizada, enquanto o Grupo Idesa e suas afiliadas serão os maiores acionistas minoritários. Parte desse montante, ou US$126 milhões, já foi paga, informou uma fonte a par do negócio à Reuters nesta terça-feira.
Além disso, a Braskem Idesa informou que pagará salários e benefícios aos funcionários, fornecedores comerciais e credores sem garantia, de acordo com moções aprovadas em tribunal.
Agora, com a reestruturação da joint venture em andamento, a Braskem está voltando ainda mais atenção para suas operações domésticas, discutindo uma reestruturação no Brasil, informou a mesma fonte à Reuters.
A petroquímica, que enfrenta mais de US$10 bilhões em dívidas, está discutindo alternativas com credores, incluindo a obtenção de aprovação para buscar uma reestruturação extrajudicial, acrescentou a fonte.
A Reuters informou na semana passada que esses pedidos, no Brasil e no México, poderiam ocorrer já neste mês.
Na semana passada, o novo diretor financeiro da Braskem, Carlos Augusto Brandão, afirmou a analistas do setor que o processo de discussão com os credores estava "avançando bem" e que o objetivo da companhia era obter uma negociação consensual para equilibrar a estrutura de capital da empresa de forma definitiva.
A nova gestão da Braskem foi eleita em junho, após a gestora de investimentos IG4 adquirir a participação de controle antes detida pela Novonor na petroquímica.
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