Mercados sobem com expectativa de acordo entre EUA e Irã, mas impasses seguem no radar
Analistas ainda procuram sinais concretos de avanço nas negociações
Apesar do alívio parcial nos ativos de risco, investidores seguem cautelosos diante da falta de solução para temas centrais, como o destino do urânio enriquecido iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Analistas do ING afirmam que o mercado ainda tenta identificar sinais concretos de avanço nas negociações entre Washington e Teerã.
Os mercados globais operam em alta nesta sexta-feira (22), impulsionados por sinais de um possível acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, mediado pelo Paquistão. Apesar do alívio parcial nos ativos de risco, investidores seguem cautelosos diante da falta de solução para temas centrais, como o destino do urânio enriquecido iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.
Analistas do ING afirmam que o mercado ainda tenta identificar sinais concretos de avanço nas negociações entre Washington e Teerã.
Sob esse cenário, o petróleo recupera parte das perdas da véspera e sobe mais de 2%, refletindo o receio de nova escalada no Oriente Médio. O Brent/junho sobe 2,59%, cotado a US$ 105,24, e o WTI/junho avança 1,89%, a US$ 98,17.
Os investidores acompanham ainda a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve (Fed), em substituição a Jerome Powell. Indicado por Trump, Warsh assume em meio à pressão da Casa Branca por juros menores e ao temor persistente de inflação.
Diante da expectativa pelo fim do conflito no Oriente Médio, no mercado global, as bolsas da Europa renovam máximas de duas semanas com o avanço das negociações entre EUA e Irã, enquanto na Ásia, os mercados encerraram a semana em alta com o otimismo por um avanço diplomático.
No Brasil, o mercado monitora a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre. A expectativa do mercado é de um novo bloqueio orçamentário para acomodar o avanço das despesas obrigatórias.
O tema fiscal ganha ainda mais sensibilidade após o Congresso derrubar vetos do presidente Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), flexibilizando regras para transferências de recursos federais a Estados e municípios, podendo favorecer prefeituras inadimplentes em um momento de ampliação da disputa por espaço eleitoral.
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